Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Teatro caribenho

Havana encena condenação de ex-agente da CIA anticastrista

O teatro armado pelo governo cubano dava a impressão de que um julgamento real acontecia. Sem a presença do réu, um grupo de estudantes de Direito esquerdistas encenaram, nesta segunda-feira (14/5), o “julgamento político” no qual foi condenado Luiz Posada Carriles, ex-agente da CIA chamado de bestia negra da revolução de Fidel Castro.

A cena aconteceu na Tribuna Antiimperialista José Martí de onde foi televisionada para o povo cubano. A informação é do oficioso Gramma.

Havana levou tão a sério a peça estudantil que solicitou, nesta sexta-feira (18/5), ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma declaração de protesto pela liberação do “terrorista internacional Luis Posada Carriles”.

O julgamento ocorreu seis dias depois que a Justiça dos Estados Unidos cancelou um processo contra Carriles por fraude na imigração. O homem, que já foi chamado de “Osama Bin Laden latino-americano”, agora vive livremente na América.

Posada Carriles é acusado por Cuba e Venezuela de realizar em 1976 um atentado contra um avião comercial com 73 pessoas a bordo e de uma série de explosões que abalaram Havana no verão de 1997, matando o turista italiano, Fabio Di Celmo.

Depois de dois dias de audiência, Carriles e o governo americano foram condenados pelos estudantes de Direito da Universidade de Havana. “Em nome do povo de Cuba, este tribunal condena Luis Faustino Posada Carriles, assim como o governo dos Estados Unidos, pelos feitos terroristas pelos quais são responsáveis”, determinou os juízes ligados à União das Juventudes Comunistas.

O governo de Raul Castro exige dos Estados Unidos a extradição de Posada Carriles, um senhor de 79 anos, para a Venezuela, país que foi sua base de operações durante a década de 1970 e de onde escapou em 1985 enquanto estava detido em um presídio de segurança máxima.

O fracassado processo nos Estados Unidos, disse o governo insular, foi apenas uma manobra maquiavélica do presidente George W. Bush. Os Estados Unidos negam a extradição porque o governo de Hugo Chávez não oferece garantias para a segurança do acusado.

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2007, 17h02

Comentários de leitores

2 comentários

O governo dos EUA, em flagrante desafio à ONU, ...

San Juan (Consultor)

O governo dos EUA, em flagrante desafio à ONU, entrou, desorganizou totalmente e, for fim, acabou arrassando o Iraque para apoderar-se das suas fontes de petróleo. Um pouco antes havia feito o mesmo com o Afeganistão, sob pretexto do Taliban abrigar o terrorista nº 1 - Osama Bin Laden - mostrando ao mundo que embora os dirigentes mudem, o sentimento imperial norteamericano tem raízes na mente do seu povo e nas diretrizes das suas instituições. Provavelmente, esse sentimento tenha origem no pensamento geopolítico inglês sobre o mundo, já que o inglês foi o maior império conhecido e também ingleses foram os maiores piratas da história. O que poderia esperar-se dos EUA com relação à América hispánica, depois da CIA ter matado escandalosamente Salvador Allende e, desde há mais de 40 anos, ainda manter um absurdo bloqueio econômico sobre Cuba? Quem não for ingênuo e já tiver vivido o suficiênte para ver tudo o que a CIA aprontou no século XX, nada melhor podia esperar com relação ao Sr. Carriles.

Pois é, o assassino Carriles responsável pela d...

Armando do Prado (Professor)

Pois é, o assassino Carriles responsável pela derrubada de um avião com mais de uma centena de mortos, continua sendo protegido pelos EUA, ao arrepio de decisões em contrário da ONU e de vários países, como Espanha, França, etc. Criminosos a serviço do terrorismo contra inocentes, desde que cubanos, pode, mas em outras situações vale invasões e criminosas ocupações, como as do Iraque e Afeganistão, para ficarmos nas mais recentes.

Comentários encerrados em 26/05/2007.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.