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Tendência do mercado

Marketing jurídico aumenta carteira de clientes de escritórios

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Advogados têm usado, indiretamente, o marketing jurídico para divulgar seus escritórios e aumentar a carteira de clientes. Os profissionais mais conservadores, no entanto, preferem dispensar esta ferramenta. O pensamento foi sintetizado na palestra Marketing Jurídico durante a Fenalaw — Congresso e Exposição de Administração para Advogados, que acontece até quinta-feira (17/5), em São Paulo.

Para a advogada Lara Selem, do escritório Selem, Bertozzi & Consultores Associados, os advogados precisam perceber que o serviço jurídico tem natureza intelectual e que necessitam do marketing para ressaltar essa capacidade. Segundo ela, a criatividade dos profissionais é um dos fatores mais importantes para se obter sucesso na área.

Ela destacou que articular com pessoas com interesse comum também ajuda a ganhar clientes no mercado. A advogada deixou claro que há vários elementos do marketing que colocam o nome do escritório em evidência, mas o grande segredo está numa base sólida de intelectualidade jurídica.

Uma estratégia de marketing, mesmo sendo boa, não pode ser usada por todos os escritórios, explica a advogada. Ela diz que não é como uma “receita de bolo” que todos seguem e dá certo. Lara Salem defendeu que o escritório, primeiramente, precisa saber qual o tipo de mercado quer atingir.

Como elementos do marketing, ela cita o uso de sites, blogs e cartões de visita que podem ajudar a ressaltar o nome do escritório. Lara Selem afirma, também, que o planejamento é essencial. “Ele reduz os erros e aumenta a probabilidade de trabalhar o nome do escritório com coerência e consistência”, disse.

Na opinião do advogado Rodrigo Bertozzi, palestrante e sócio do escritório, os profissionais precisam se adaptar a nova era da advocacia. Caso contrário, serão extintos do mercado por não conseguir acompanhar os clientes. De acordo com ele, muita coisa mudou. Entre elas, a forma de pensar e de lidar com a tecnologia. “O cliente mudou. Ele quer sempre uma resposta rápida e objetiva”, afirmou Bertozzi.

Segundo ele, a incapacidade de gerir novos relacionamentos pode levar um escritório ao fracasso. O advogado destacou que escritórios de sucesso estão esquecendo de planejar o futuro. Bertozzi disse ter medo quando o escritório tem muito sucesso. “O momento mais perigoso é quando tudo vai bem”, complementou.

Ele explicou que a melhor forma de eliminar riscos de mercado é investir no cliente. O que o cliente mais quer, na sua opinião, é estar cercado de conhecimento. Bertozzi advertiu que os advogados precisam criar teses, novos serviços e desenvolver boas idéias para sobreviver no mercado predatório que é o jurídico.

Ele assegurou, ainda, que os escritórios mais antigos que não seguirem a nova era da advocacia serão extintos. Por fim, destacou que é preciso conhecer as tendências, escrever artigos, criar blogs e levar o nome do escritório para o maior número de pessoas.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 16 de maio de 2007, 10h25

Comentários de leitores

1 comentário

Foram enormes as transformações experimentadas ...

José R (Advogado Autônomo)

Foram enormes as transformações experimentadas pela advocacia nas últimas décadas. Surgiram novos espécimes no cenário profissional da advocacia, que se inclina para o modelo norte-americano (uma espécie de venda de serviços e apenas isso). Lamenta-se essa perspectiva que se descortina, mesmo porque no Brasil a advocacia tem raízes cívicas, éticas e libertárias, bem como papel social. Não é um mero negócio! Triste verificar que apareceram, no último lustro, os "Advogados Laranjas", ordináriamente pupilos de advogados de algum renome que se incompatibilizam para exercer a profissão por assumir cargos que lhes vedam o exercício da advocacia(como o vínculo com a banca fica implícito,advogados juniores que remanescem no escritório surgem defendendo grandes causas, incompatíveis com seu conhecimento e experiência...motivo: o advogado oculto). Apareceram também os "Advogados Anunciantes" ou "De Marketing" ou de "Coluna Social" ou "De Sites Especializados", que fazem questão de noticiar as suas mais corriqueiras intercorrências profissionais (quase sempre escondem as derrotas), para "alavancarem o conceito profissional" junto ao público - leia-se captação - e, especialmente, junto a outros escritórios que indicam clientes da especialidade mediante "participação" na honorária. Nesse cenário,as verdadeiras vocações podem ficar frustradas e os filopublicitários se destacarem. Mas não se iludam, não se trata dos verdadeiros, são contrafacções...

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