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Negligência médica

Pediatra é condenada por morte de criança no Paraná

A pediatra Andréia Cristina Bubna foi condenada, na quinta-feira (10/4), pela 3ª Vara Federal Criminal de Curitiba por negligência de diagnóstico e atendimento a um criança de 3 anos, informa o jornal Gazeta do Povo. A médica teria deixado de adotar os procedimentos necessários ao atender a menina quando atuava como residente no Hospital de Clínicas da cidade, em 1999. Cabe recurso.

Na ocasião, a criança chegou ao hospital com diarréia, vômito e febre. Depois do exame, a médica diagnosticou amigdalite, receitando injeção do antibiótico Benzetacil, soro e o antiflamatório Nimesulid gotas. A criança foi liberada e morreu três horas depois em decorrência de septicemia (infecção no sangue), broncopneumonia e hepatite aguda, conforme o laudo de necropsia feito no mesmo dia.

Andréia foi condenada a dois anos, dois meses e 20 dias em regime aberto. No entanto, a punição foi substituída por uma pena alternativa: pagamento de R$ 50 mil à família e prestação de serviços à comunidade. O advogado da acusada, Marcelo Marquadt, afirma que assim que receber a notificação irá recorrer. A médica não trabalha no HC desde 2003.

Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2007, 16h11

Comentários de leitores

8 comentários

Há uma discussão interessante aberta. Em qualq...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Há uma discussão interessante aberta. Em qualquer livraria jurídica multiplicam-se os livros sobre a responsabilidade civil do médico. Neste caso em particular a clínica deveria responder por culpa em eligendo e culpa em vigilando, culpa pela escolha do profissional e pela não vigilância que deveria exercer sobre a atividade da residente. Está faltando um sistema de freios e conttra pesos. É mais fácil descascar o médico no Tribunal que ir em cima do SUS. As emergências e ambulatórios públicos realmente encurtam a vida de qualquer médico. Colocam o profissional para atender na pediatria, 70% ou mais dos casos, dependendo do lugar, é não de intervenção medicamentosa, é de fome. Crianças em estado avançado de desnutrição. A culpa das instituições, ir em cima da clínica, dá muito mais trabalho a qualquer advogado do que ir em cima de uma médica que ganha pouco, residentes ganham pouco, embora ganhem muito mais que qualquer doutorando em física ou matemática ou qualquer outra área. A bolsa de residência ultrapassa as bolsas de doutorado. Por outro lado continuam sendo mão de obra barata, carga horária oficial de 60h de trabalho semanal, sempre estourada, e as horas de seminários, de sala de aula que deveriam acontecer, nunca acontecem, raríssimas são nos melhores hospitais universitários. E ainda o CFM está tendo que lutar por que estão querendo destruir, demolir, reduzir para pior a ineficiente residência médica brasileira. A questão é de interesse de todos. Pode se ter o melhor plano de saúde, sofrendo um acidente em via pública o agente de emergência estatal é obrigado a levar a vítima a hospital público. Depois processar agente público, tem direito a prazo em quadrúplo para contestação e prazo em dobro para qualquer outro recurso. Na comarca o privilégio da advocacia da união ser notificada pessoalmente, e todo tipo de vantagam para o processo andar em ritmo gastrópode. E ganhhando, vai para os precatórios.

Caro Figueredo A verdade é que curso de medi...

Band (Médico)

Caro Figueredo A verdade é que curso de medicina não dá condições nenhuma para alguém ser médico. E o real aprendizado se faz na residência, cujo curso de formação para a ser unicamente para preparação para a mesma! Mesmo assim, a moça estava numa residência de pediatria, e portanto, deveria ter alguém mais experiente para orientá-la! Além, é claro, dos fatores que você menciona, como dificuldade de autorizar exames, de leitos hospitalares, de sobrecarga de trabalho que fica tudo nas costas da aprendiz de feiticeira apenas!

Band, Não é bem assim... sabemos que o residen...

figueiredo (Médico)

Band, Não é bem assim... sabemos que o residente já é um profissional médico,e não só pode como deve arcar com as suas responsabilidades profissionais,sabemos também que a maioria deles até tem consultórios particulares, e nesses locais não existem orientadores. O caso me parece realmente que tanto médica como a criança foram vítimas de uma politica de saúde pública orientada no sentido de perpetuar a doença, de forma a sobrarem mais recursos para o bolso dos mensaleiros, e também fez falta à médica, a presença de um defensor de verdade.

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