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Pedido de investigação

OAB cobra punição de envolvidos em morte de jornalista

O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, cobrou das autoridades a investigação da morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho e a punição dos envolvidos. O jornalista foi assassinado no sábado (5/6) em Porto Ferreira, no interior de São Paulo.

Há três anos, ele denunciou um esquema de aliciamento de menores envolvendo políticos e donos de empresas de Porto Ferreira. As informações são da agência de notícias G1.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (7/5), Cezar Britto classificou a morte do profissional como um “crime de lesa-democracia”. “Toda vez que um jornalista sofre qualquer tipo de violência e constrangimento em face do exercício de sua profissão, a vítima não é apenas ele: é a sociedade e o Estado democrático de Direito”, declarou.

A reportagem em que denunciou o esquema de exploração sexual de meninas adolescentes por pessoas influentes na cidade, publicadas no Jornal Realidade de Porto Ferreira, valeu para Barbon a indicação para a final do Prêmio Esso de Jornalismo, categoria Interior, em 2003.

A polícia, que não tem pistas dos assassinos, acredita que a morte do jornalista pode ter sido encomendada. Mesmo estando acompanhado de amigos, no bar, Barbon foi o único atingido pelos tiros.

Leia a íntegra da nota da OAB

Toda vez que um jornalista sofre qualquer tipo de violência ou constrangimento em face do exercício de sua profissão, a vítima não é apenas ele: é a sociedade e o Estado democrático de Direito.

No caso do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, executado covardemente no último sábado, em São Paulo, há claros sinais de que sofreu retaliação em face de denúncias que veiculou pela imprensa.

É, portanto, crime de lesa-democracia, que precisa ser apurado e punido.

Cezar Britto

Presidente do Conselho Federal da OAB

Revista Consultor Jurídico, 7 de maio de 2007, 16h20

Comentários de leitores

1 comentário

Não só em Porto Ferreira que aconteceu isto. No...

Jornalistaverdade (Estudante de Direito)

Não só em Porto Ferreira que aconteceu isto. No brasil interio isto acontece, matar jornalista e radialista é comum principalmente que denuncia as pilantragem de politicos e do judiciário. Eu mesmo sofri todo o tipo de pressão, perdi emprego prenderam meu jornal me ameaçaram de morte, ameaçaram meus filhos, tenteram rombar minha casa atáz de documentos. O fato foi denunciado na comissão de Direitos Humanos na Policia na MP e não deu nada, ao contrário que mandou faser ganhou um premio conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de minas Gerais.

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