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Operação Vaga Certa

Universidade diz que vai apurar suposta fraude no vestibular

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A Universidade Mogi das Cruzes (UMC) apontada como uma das universidades que, supostamente, teve o seu vestibular fraudado pela quadrilha que vendia vagas em universidades divulgou nota à imprensa reafirmando a lisura de seu processo seletivo e se diz descontente com o jornalismo que dá voz somente à acusação e não ao acusado.

Ao noticiar a Operação Vaga Certa, em nenhum momento a imprensa acusa a universidade de promover fraudes.

Em nota, a UMC diz que ainda não foi informada oficialmente sobre o andamento do inquérito da Policia Federal e que se coloca à disposição para facilitar as investigações na tentativa de descobrir e abortar qualquer tipo de fraude.

“A Universidade não se furtará a colocar em prática todos os seus mecanismos internos de apuração e controle para que seus milhares de alunos não sejam prejudicados”, diz o documento.

A operação

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro já ofereceu denúncia criminal e pediu a prisão preventiva da quadrilha que vendia vagas em universidades, em geral para cursos de medicina. Na Operação Vaga Certa, da Polícia Federal, o MPF pediu a prisão preventiva de nove pessoas e oito mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Ceará, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Os réus responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e formação de quadrilha. O MPF já obteve o bloqueio das contas bancárias dos acusados, para assegurar o confisco do produto dos crimes.

De acordo com o MP, O esquema funcionava desde 2004 mediante substituição do candidato por pessoa que fazia as provas em seu lugar portando documento de identidade falsificado. As vagas eram vendidas por valores entre R$ 25 mil e R$ 70 mil. Há provas da venda de pelo menos 20 vagas e de que os acusados receberam valores que, somados, ficam em torno de R$ 500 mil.

As investigações começaram por iniciativa do MPF com interceptações telefônicas e incluíram quebras de sigilo bancário e fiscal.

“Há dois aspectos negativos na atuação da quadrilha: a contratação de universitários para substituir os candidatos que compravam as vagas e o fato de as vagas compradas serem para cursos de medicina. O dano para a sociedade é duplo: corrompem-se exames vestibulares e abrem-se as portas para médicos com formação básica deficiente”, ressalta o procurador da República responsável pela denúncia, Marcello Miller.

Leia íntegra da nota da UMC

Nota à Imprensa

No dia em que a Imprensa traz notícias dando conta de uma suposta ocorrência de fraude em seu vestibular, a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) vem a público reafirmar a lisura de seu processo seletivo e mostrar seu descontentamento com o jornalismo que dá voz somente à acusação e não ao acusado – a despeito dos inúmeros canais que mantém abertos com as redações e funcionam inclusive aos sábados, domingos e feriados.

A UMC sabe que, por ter alguns dos mais qualificados cursos do Brasil e um dos vestibulares mais concorridos do País, pode ser vítima de pessoas mal intencionadas. É por isso que a sua Comissão Permanente de Processos Seletivos (CPPS) mantém rigoroso esquema de segurança para descobrir e abortar qualquer tipo de fraude.

Embora a UMC ainda não tenha sido informada oficialmente sobre o andamento dos trabalhos policiais em questão, a direção da instituição coloca-se à disposição das autoridades constituídas para facilitar as investigações. Assim que for notificada, pressupondo veracidade no que a Imprensa publicou nesta data, a Universidade não se furtará a colocar em prática todos os seus mecanismos internos de apuração e controle para que seus milhares de alunos não sejam prejudicados.

Foi procedendo desse modo transparente que, em quatro décadas de existência, a Universidade de Mogi das Cruzes consolidou seu nome na sociedade.

UMC — Universidade de Mogi das Cruzes


 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de maio de 2007, 18h09

Comentários de leitores

3 comentários

Impressiona o nivel das pessoas em concurso pub...

Bira (Industrial)

Impressiona o nivel das pessoas em concurso publico. Eram 20 vagas e 30 acertaram tudo.

A Polícia Federal tem coragem, e competência ...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

A Polícia Federal tem coragem, e competência técnica, de fazer uma auditoria nos sistemas de informática onde são processados os resultados do vestibular? E se o esquema for forte e contar com apoio das direções universitárias, as provas são substituídas por outras "legítimas" que nem exame grafotécnico apura... Até hoje não vi um sistema de informática de vestibular ser auditado.

Para apurar corretamente este crime, basta que ...

Fabio (Bancário)

Para apurar corretamente este crime, basta que se faça o exame grafoscopico nas assinaturas constantes das provas em confronto com a grafia dos vestibulandos originais.

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