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Operação Hurricane

Paulo Medina oficializa pedido de afastamento do STJ

O ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça formalizou nesta quarta-feira (2/5) o seu pedido de afastamento do cargo. Medina pediu ainda ao STJ a instauração de uma sindicância. O pedido do ministro foi fundamentado na preservação da credibilidade do Tribunal e na necessidade de evitar constrangimento eventual em relação aos seus colegas.

Em virtude do pedido, o presidente da Corte, Raphael de Barros Monteiro Filho convocou uma sessão do Pleno para esta quinta-feira (3/5), às 17h30, de caráter reservado. Na sessão plenária, os ministros que compõem o STJ deliberarão sobre o pedido de instalação da sindicância e, se for o caso, desde logo, sobre a instalação do processo administrativo e também tomarão uma decisão acerca do afastamento solicitado pelo próprio ministro Paulo Medina.

Caso comprovadas as denúncias contra Medina na investigação administrativa, a punição máxima prevista é a aposentadoria compulsória.

Para o presidente do STJ, o pedido do ministro Medina reflete a sua preocupação com a preservação da credibilidade não só do STJ, mas também do Poder Judiciário. “Eu vejo isso como uma preocupação com que a instituição continue prestando a jurisdição em condições normais, uma vez que nós sabemos que ela vale por si só. É um fato isolado, uma situação excepcional que está sendo apurada da forma mais rigorosa possível”, conclui.

Paulo Medina está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento com a máfia dos bingos e caça-níqueis, e venda de sentenças. Medina pretende ficar afastado do tribunal até o final das investigações do STJ.

O irmão do ministro, o advogado Virgílio Medina, também está sendo investigado na Operação Furacão, da Polícia Federal. Mantido preso no Rio de Janeiro, ele é apontado como negociador na venda de sentenças judiciais favoráveis a empresários do jogo.

Revista Consultor Jurídico, 2 de maio de 2007, 21h18

Comentários de leitores

7 comentários

Sem prejulgamentos. Todos têm direito ao contra...

Sergio Battilani (Advogado Autônomo)

Sem prejulgamentos. Todos têm direito ao contraditório!!! Até mesmo o cidadão/Ministro. Mas... será que vai continuar recebendo, mesmo pedindo afastamento??? Qual o caráter do afastamento: licença médica, talvez??? Porque o sigilo??? E a emenda 45 que aboliu os procedimentos sigilosos (salvo exceções, cujos FUNDAMENTOS para tal devem ser conhecidos da população???)? Com a palavra, o Tribunal da cidadania (que mesmo em sede administrativa, não perde o caráter de tribunal. Ou será que perde??). Finalmente: especialmente nós, os advogados, na qualidade de operadores do direito, e que criticamos tantas vezes quem generaliza toda nossa classe pelos atos de alguns, devemos nos preocupar com o ataque as instituições. Sim, porque, quando as instituições ruírem, não sobrará mais nada, nem mesmo para eventualmente reparar os danos. Assim, preocupa-me a confusão gerada tanto nos meios populares e mormente entre supostos juristas/advogados que deveriam ser os primeiros a levantar a bandeira em defesa das INSTITUIÇÕES! Esse filme já foi rodado em muitas “democracias”: ataque orquestrado contra as instituições, à espera de um salvador (talvez Lulla de novo, ou o Zé Dirceu, ou uma federação dirigida por Chaves)??? QUE SEJAM PUNIDOS OS INDIVÍDUOS CULPADOS, APÓS O REGULAR PROCESSO! PROTEJAMOS AS INSTITUIÇÕES, POIS SEM ELAS A CARTEIRINHA DA OAB NÃO VALE NADA MAIS DO QUE OS R$ 35,00 QUE PAGAMOS!!!

O bla bla bla engarrafado de semp...

hammer eduardo (Consultor)

O bla bla bla engarrafado de sempre com aquele mal disfarçad espirito de corpo enoja mas ja faz parte de quem frequenta estas paginas. Não podemos julgar a classe como um todo baseados num caso isolado como o deste VAGABUNDO TOGADO que coloco bem abaixo do Fernandinho Beira Mar. O que não podemos ignorar "por opção e conveniencia" são os fatos abundantes com documentação levantada pela Policia Federal , escutas telefonicas e querer "fazer de conta" que é tudo montagem contra esse "dotô" merdina ( o trocadilho é proposital). Esse calhorda tem que ser imolado em praça publica em nome da preservação da credibilidade de nossa desgastada Justiça. o resto é papinho pra adormecer a boiada.

Tem gente que acredita em cada coisa... Sem...

Luismar (Bacharel)

Tem gente que acredita em cada coisa... Sem relação com o caso, só pra recordar, um dos erros mais bizarros da história do judiciário brasileiro: "Como um vidraceiro chegou perto de uma indenização de R$ 255,5 MILHÕES por causa de um cheque de 3 salários mínimos devolvido pelo Banco do Brasil. É, e o juiz mandou arrombar o cofre do Banco do Brasil com maçarico, martelos e marretas ... http://www.terra.com.br/istoe/economia/144126.htm

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