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Impróprio para menores

Champinha, 20 anos, foge de instituição para menores em SP

Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, de 20 anos, fugiu nesta quarta-feira (2/5) da Unidade 1 do Complexo Vila Maria, da Fundação Casa (novo nome da Febem). Champinha é um dos assassinos do casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé, mortos em 2003, na cidade de Embu Guaçu (SP). Para fugir, em companhia de outro interno, ele apenas saltou o muro da instituição.

O adolescente estava na instituição desde 2003, quando tinha 16 anos. Champinha deveria ter saído da fundação em novembro do ano passado, mas como é considerado perigoso, continua sob custódia da fundação.

Segundo Júlio Alves, diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Entidades de Atendimento e Educação à Criança e ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sintraemfa), a fuga aconteceu por volta das 18h15. O delegado-geral, Mário Jordão Toledo Leme, disse que a polícia destacará pelo menos dois departamentos para tentar recapturá-lo. A fundação vai averiguar se houve facilitação de fuga.

Além dos policiais da região de Juquitiba, homens do Departamento Estadual de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também devem participar das buscas para recapturar o jovem.

O pai de Liana, Ari Friedenbach disse estar em choque com a notícia, mas não demonstrou surpresa com o fato. "Sempre tive esse receio. Na Febem foge quem quer e quando quer". Sem esconder a revolta, ele disse que “ficou patente a falta de cuidado e preparo da Febem ao lidar com esse tipo de pessoa”. Friedenbach afirmou estar assustado e preocupado com sua segurança, a da família e a de "qualquer pessoa que cruze o caminho dele (Champinha)".

Para a procuradora de Justiça Luiza Nagib Eluf, o fato só comprova que "a Febem não tem condições de lidar com bandidos desse grau de periculosidade". Também ela afirmou ser previsível a fuga do menor, "assim como é previsível que ele faça novas vítimas, mulheres, especialmente". Segundo a procuradora, não há saída senão enquadrar casos como esse no sistema penal.

Champinha ficou conhecido após ser internado na Febem pelo assassinato da adolescente Liane Friedenbach, de 16 anos, e pelo planejamento da morte do namorado dela, Felipe Silva Caffé, de 19 anos. Antes de ser morta, Liane foi violentada e torturada. Champinha foi apontado como líder do grupo de três pessoas que praticou o crime. Ele era o único menor da quadrilha.

com Agência Estado

Revista Consultor Jurídico, 2 de maio de 2007, 21h40

Comentários de leitores

3 comentários

Se esse assassino fosse esperto, não teria saíd...

HERMAN (Outros)

Se esse assassino fosse esperto, não teria saído da proteção do Estado, agora, provavelmente, será considerado um alvo móvel, o que é muito melhor.

Reflexão necessária é entender o que o Champin...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Reflexão necessária é entender o que o Champinha estava fazendo na Febem , se e quando considerado por médicos peritos em medicina forense psiquiátrica, indivíduo inimputável por doença mental. Num caso desses esse indivíduo deveria estar "preso" em hospital psiquiátrico ou coisa que o valha. Jamais num prédio onde há crianças e adolescentes normais internados. Há absoluta falta de seriedade na conduta do Estado de São Paulo, depois do devido processo legal, ampla defesa e da sentença, a mantença dessa criatura em local inadequado. Só podia dar nisso. Uma lástima para a família das vítimas e para o próprio Champinha que estava internado em local que não poderia estar... Otavio Augusto Rossi Vieira, 40 advogado criminal em Sao Paulo.

É a chance.

Luismar (Bacharel)

É a chance.

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