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Remédio amargo

Na Espanha, juíza dá guarda ao pai para que filha perca medo dele

Uma juíza de Manresa (Barcelona) optou por uma decisão inusitada: concedeu ao pai a guarda de uma menina de oito anos que tem medo dele. “É a melhor solução para que a pequena supere a fobia e perca a aversão que sente”, afirmou na decisão. Quem conta a história é o El País.

Segundo o pai, a menina se esconde quando o vê. A juíza responsabilizou a mãe pelo medo e a proibiu que ela chegue perto da garota pelos próximos seis meses. A contundente resolução em favor do pai não é comum na Justiça espanhola, que geralmente dá ganho de causa à mãe. No entanto, o Juizado de Primeira Instância Número 4 de Manresa deu razão ao pai em quase todas as alegações.

Os seis peritos que analisaram a menina avaliaram que ela sofre uma “severa fobia” de seu pai. Os especialistas não concordam quanto a origem do problema. Alguns entenderam que o pai ameaçava a mãe. Outros entenderam que a causa foi a perniciosa influência da mãe e da sua família, que criaram na menina uma idéia negativa sobre ele.

Como o mais conhecido dos especialistas do grupo, José Manuel Aguilar, entendeu pela segunda tese, a juíza atendeu a proposta do pai e concedeu a guarda a ele.

Para que a mudança não seja traumática, ficou decido que a menina deve morar com os avôs paternos. O pai poderá visitá-la, mas não deve dormir na casa. Segundo os peritos, depois de um tempo, ela deve perder o medo e ir morar com ele, que é médico de profissão.

Em outro processo penal, ficou evidente que existem indícios de que a mãe cometeu crime de subtração e abano de menores. Em dezembro do ano passado, a mesma juíza concedeu a guarda provisória da menina ao pai. No entanto, a mulher desapareceu com ela.

Para que ela não seja raptada, a juíza determinou que a menina não pode sair da Espanha e que qualquer mudança de casa deve ser notificada à Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 24 de junho de 2007, 0h00

Comentários de leitores

3 comentários

Calma, Alexandrino, cada caso é um caso, não é ...

lu (Estudante de Direito)

Calma, Alexandrino, cada caso é um caso, não é questão para se criar regra geral. Ainda mais envolvendo sentimentos de crianças.

Errata, onde lê-se "bixo", na verdade, é bicho

Alexandrino (Estagiário)

Errata, onde lê-se "bixo", na verdade, é bicho

Definitivamente, parabéns ao Magistrado da Espa...

Alexandrino (Estagiário)

Definitivamente, parabéns ao Magistrado da Espanha, exemplo a ser seguido pelos Juízes da Vara da Família do nosso País. De fato, há pais que não têm nenhuma conduta perniciosa contra seus filhos; todavia, a mente maléfica de determinadas mães, que não conseguem enxergar o prejuízo que o filho comum pode ter, com atos de insanidades, simplesmente maculam a mente dos inocentes, aproveitando da ausência em alguns dias da semana do pai e desenham o "bixo papão" deste. Da notícia em comento, fica, repito, o exemplo do entendimento e da necessidade de se aquilatar condutas periféricas das genitoras descontroladas das proles que em atos de covardia pensam tão-somente nelas e esquecem do bom estar maior daquele (a) que é o maior beneficiário de amor, carinho, respeito, fraternidade etc etc etc, os filhos...

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