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Racismo velado

Bebês brancos são os preferidos dos brasileiros para adoção

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Crianças de pele clara, com no máximo três anos e que seja filho único. Esse é o perfil desejado pelos casais brasileiros que procuram o Judiciário paulista. O quadro muda quando a adoção é internacional. A maioria dos estrangeiros é indiferente à cor da pele e flexíveis com respeito à idade, tendo preferência por crianças entre cinco e oito anos.

Preocupada com a situação, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Cejai) promove, neste sábado (23/6), um encontro para aprimorar a preparação de casais que planejam uma adoção. A Cejai pretende destacar a realidade das crianças e adolescentes paulistas que aguardam uma família.

O evento está previsto para começar às 9h30, na Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), na Rua Tabatinguera, 140 (sobreloja), e contará com a participação de grupos de apoio à adoção do Estado e de entidades de intermediação para a adoção internacional.

Também serão discutidas a importância e as formas de acompanhamento pós-adotivo e ainda como se processa a adoção nos diversos países que mantém relacionamento com o Brasil nessa área.

A preparação dos interessados na adoção é importante porque até o final de março desse ano havia cerca de mil crianças disponíveis para adoção e mais de 7 mil casais brasileiros interessados e 298 estrangeiros.

Isso ocorre porque as crianças não atendem ao perfil desejado pelos casais. A maior parte dessas crianças é formada de grupos de irmãos, que não podem ser separados (aproximadamente a metade), com idade superior a três anos e portadores de algum tipo de necessidade especial.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de junho de 2007, 12h27

Comentários de leitores

5 comentários

E há quem diga que não tem racismo no Brasil...

Luke Kage (Advogado Sócio de Escritório)

E há quem diga que não tem racismo no Brasil...

Esse é um dado singelo, que mostra o que o bras...

Frederico Flósculo (Professor Universitário)

Esse é um dado singelo, que mostra o que o brasileiro pensa de si mesmo - como nos vemos e nos projetamos como Nação. Criamos mundos apartados para os brancos (mestiços, majoritariamente) e para os negros (mestiços, majoritariamente) e pardos (mestiços, essencialmente), e nos fantasiamos com uma superioridade colonial, inatingível, inaceitável, e que nos humilha, profundamente. Abaixo a Colônia ! Pela proclamação da República ! Mas há conserto no desacerto racial, com certeza. Um dia seremos os branquinhos mais escurinhos do planeta (e vice-versa), e não haverá mais essa separação bárbara de meias-raças, de meias-presunções raciais. A solução é mesmo o carnaval, quando clarinhas e escurinhas, clarinhos e escurinhos, esforçadamente produzem, no clarinho e no escurinho, o Brasil sem raças. Enquanto isso, bota mais fluorescentes nesses berçários, por favor. Branqueiem a nossa cretinice.

Esse nosso Brasil está ficando muito perigoso m...

lu (Estudante de Direito)

Esse nosso Brasil está ficando muito perigoso mesmo!Valores distorcidos, muito preconceito velado que acaba se refletindo em atitudes nefastas como as desses jovens de classe média que atacaram, no Rio de Janeiro, a moça no ponto de ônibus. Quem tem seus filhos, cuidado para não transmitir valores errados a eles... porque quando crescem viram selvagens perdidos...

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