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Novo corregedor

Asfor Rocha diz que vai “extirpar do Judiciário quem não serve”

Na posse da nova composição do Conselho Nacional de Justiça, o corregedor Cesar Asfor Rocha afirmou que não hesitará” em mostrar e explicar os deslizes internos do Poder Judiciário” durante os próximos dois anos, tempo de duração de seu mandato e de seus novos colegas. A reportagem é do jornal Folha de S. Paulo.

Em nome do CNJ, Asfor Rocha prometeu “prevenir esses deslizes, coibir as atividades distorcivas e extirpar do judiciário os que não o honram, não o servem, não o engrandecem, mas o envergonham, o desmerecem e o desprestigiam”.

Logo de início, o corregedor, que também é ministro do Superior Tribunal de Justiça, deve comandar uma sindicância que investiga juízes citados no inquérito da Operação Hurricane — que desarticulou um esquema de venda de sentenças para beneficiar empresários ligados à máfia dos caça-níqueis.

Serão investigados o também ministro do STJ Paulo Medina, os desembargadores José Eduardo Carreira Alvim e Ricardo Regueira e o juiz Ernesto Dória, os três últimos presos na operação da Polícia Federal.

Asfor Rocha preferiu não tratar diretamente do assunto, mas disse que não deixará de investigar magistrados que por ventura cometeram “ilicitudes”. “Sabemos que todos esperam do CNJ uma atuação elevada e nobre, não contra os magistrados, que esses merecerão todo os apoios e aplausos, mas contra os que , travestidos de julgadores, encontram no campo da atividade judicial o espaço para desenvolver ilicitudes e cometer infrações”.

A presidente do Supremo Tribunal Federal e do próprio CNJ, ministra Ellen Gracie, admitiu em seu discurso na cerimônia de posse, que o conselho se perdeu, algumas vezes, nos seus primeiros anos (2005-2007), em casos individuais. Mas pediu para que a nova composição do conselho não repita os erros do passado.

“A composição que hoje se despede foi insistentemente demandada a desviar-se, distraindo sua atenção para demandas individuais e de somenos importância, que, todavia, nas circunstâncias de seu nascedouro, serviram, ainda assim, para a indispensável formação de experiência do corpo colegiado”, disse.

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2007, 9h23

Comentários de leitores

10 comentários

Lamentável

Rosângela (Bacharel)

Lamentável

Será muito vislumbrante termos um ministro do C...

PEREIRA (Contabilista)

Será muito vislumbrante termos um ministro do CNJ com a estirpe do ministro Cesar Asfor Rocha.Realmente os operadores do direito desse país precisam se concientizarem da grande responsabilidade que eles têm na condução da aplicação das leis com justo mérito a todo cidadão. Parece que existe um esquema muito forte no judiciário brasileiro que, quem tem conhecimento e influência a coisa anda. Não teve, pára. Se há problemas crônicos de logística processual, que as resolva. Boa sorte e muito trabalho ministro César Asfor Rocha, é isso que todos esperam.

Assiste razão em parte ao Dr. Carlos Rodrigues....

Rodrigo Zampoli Pereira (Advogado Autônomo - Civil)

Assiste razão em parte ao Dr. Carlos Rodrigues. O povo brasileiro esta mudando, os Advogados também, principalmente aquelas pessoas que tem personalidade, e, realmente exercem seu poder de cidadania, o qual a cada dia, nosso país, a tendencia é melhorar. Vamos denunciar...

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