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Olhar estrangeiro

Cresceu interesse de advogados estrangeiros pelo país, diz Tess

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Os advogados de escritórios estrangeiros estão sedentos por informações sobre a estrutura do Judiciário brasileiro. A constatação é do advogado Eduardo Tess Filho, presidente da comissão de Direito Internacional da OAB de São Paulo.

“Nos 15 últimos anos, nunca vi um entusiasmo tão grande pelo Brasil. O interesse dos advogados reflete o de seus clientes quando querem investir em algum lugar”, afirma Tess, que nesta terça-feira (5/6) embarca para Paris onde falará para 60 advogados de todo o mundo sobre a estrutura de São Paulo. A intenção é “vender” o estado para os estrangeiros.

Tess é um dos dois membros brasileiros da Interlaw, uma associação de escritórios de advocacia com clientes que fazem de transações internacionais. Todos os grandes centros econômicos do mundo têm um representante no grupo. De duas a três vezes por ano, eles se reúnem para trocar figurinhas. “Discutimos diversas questões como direitos humanos e meio ambiente”, diz.

Em seu painel, o advogado vai explicar a infra-estrutura do estado (como portos e estradas) e o funcionamento da Justiça paulista. “A grande pergunta dos advogados é a segurança jurídica. Como qualquer negócio tem riscos sempre pode acontecer de o investidor precisar recorrer à Justiça”, explica Tess.

Na sua avaliação, o principal problema da Justiça do estado é a demora. “Não vou ocultar que o Judiciário paulista é um dos mais lentos do mundo. No entanto, ele é absolutamente sério e responsável”.

No último encontro do Interlaw, que aconteceu em Porto Rico em março deste ano, Tess percebeu que a bola da vez entre os investidores estrangeiros é o mercado imobiliário. “Os preços do ramo de imóveis daqui estão aquém do mercado internacional, o que acaba trazendo o interesse para investir”, afirma o advogado.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2007, 19h10

Comentários de leitores

6 comentários

digo, polícia.

Armando do Prado (Professor)

digo, polícia.

Advogado competente, estudioso e sério, não fic...

Armando do Prado (Professor)

Advogado competente, estudioso e sério, não fica sem trabalho e nem teme políica, federal ou não. Já chicaneiro, os dos esquemas, esses temem concorrência, temem polícia e não têm estofo para enfrentar uma sala de aula, salvo as das fábricas de bacharéis.

Num país onde um processo judicial pode durar d...

paulo (Advogado da União)

Num país onde um processo judicial pode durar décadas e vigora a mais injusta carga tributária do planeta (relação impostos/serviços publicos) somente investidores malucos podem pretender vir para o Brasil. Esse assunto é velho. Num dos foruns do Mercosul já se alertava que no Brasil o judiciário impõe um custo socialmente insuportável pela demora no julgamento das ações. De resto, quem tem medo de advogar que se refugie na cátedra.

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