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Teste de medicamentos

Governo nigeriano promete jogar pesado contra Pfizer

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O governo da Nigéria anunciou, nesta sexta-feira (21/7), em Abuja, que retirou uma ação civil de US$ 7 bilhões contra a empresa norte-americana Pfizer Inc. Segundo o governo nigeriano, o motivo da retirada é que seus investigadores teriam encontrado “provas pesadas” para processar a Pfizer em outra ação civil e postular valores muito mais altos que os US$ 7 bilhões. As informações são do site Findlaw.

O governo nigeriano acusa a Pfizer de ter obtido vantagens ilícitas, em 1996, ao ter testado medicamentos em cidadãos nigerianos contaminados por uma epidemia de meningite. Segundo o governo, os medicamentos geraram muitas mortes e foram aplicados sem que os familiares das vítimas tivessem recebido as devidas explicações sobre o que se tratava. “A próxima ação vai ser muito mais pesada do que esta”, diz Babatunde Irukera, advogado do governo nigeriano. Segundo ele, foram encontradas provas materiais que envolveriam a Pfizer “numa fraude maior”.

A acusação diz que Pfizer tratou, por exemplo, 100 crianças contaminadas pela meningite com um medicamento em fase experimental chamado Trovan. Desse grupo, de acordo com a acusação, morreram 11 crianças.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2007, 16h26

Comentários de leitores

2 comentários

Caro Dr. Coelho. Um estudo de uma droga nova te...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Caro Dr. Coelho. Um estudo de uma droga nova tem várias fases, a primeira experimentos in vitro e com animais, de início ratos em geral. Depois testes em primatas não humanos. Por fim são testados os efeitos em "voluntários" humanos. Estudos em geral do tipo duplo cego: Distribui-se dois grupos, um recebe placebo e outro recebe a droga, o princípio ativo. Duplo cego por que nem os médicos que monitoram de perto os pacientes e nem os pacientes sabem se recebem droga ou placebo, apenas quem comando o experimento e distribui droga e placebo por grupos sabe. Há uma lacuna de informação. As mortes aconteceram por que estavam fazendo um estudo duplo cego e pacientes receberam, sem saber, placebo? Isso sem serem voluntários para o teste? Parece que pode ter sido outro tipo de teste duplo cego, ao invés de placebo um grupo recebe uma droga conhecida, e é monitorado como grupo controle, e outro recebe a nova droga, nas mesmas condições de desconhecimento. Se a droga testada foi de fato menos eficiente, a multinacional teve seu teste em humanos feito a custo mínimo... A ética desceu pelo ralo. Se as 11 mortes foram no grupo onde se testou a nova droga? Então pobre de nós do terceiro mundo.

Do grupo de 100 crianças contaminadas pela meni...

E. COELHO (Jornalista)

Do grupo de 100 crianças contaminadas pela meningite que foram tratadas pela medicamento 11 faleceram, vale perguntar e se não fossem tratadas quantas morreriam? Qual é o histórico de mortes em razão dessa doença (1) sem tratamento, (2) com tratamento? Será que a culpa é mesmo do laboratório? Que a justiça seja feita e da melhor forma possível!

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