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Segredo de polichinelo

MP-SP denuncia detetives particulares por grampos ilegais

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Tal estrutura conta em seu topo com os chamados “detetives particulares” pertencentes à família “Lacerda Ferreira”, ou aqueles que, em virtude de seu mister criminoso, alçaram uma posição de prestígio dentro da entidade criminosa, quer por manterem contato com os clientes, quer por determinarem a execução de “serviços” junto a funcionários de empresas de telefonia.

O indiciado LUIS LACERDA FERREIRA, juntamente com as indiciadas CELINA MARIA DOS SANTOS e REGINALDO SPERA, comandam parte das atividades da quadrilha através do escritório localizado na Av. Angélica, nº XXXX, conjunto XX. RENATO FEST FERREIRA, juntamente com SAMIRA HIDALGO DO NASCIMENTO e SORAIA HIDALGO DO NASCIMENTO são responsáveis pelas atividades do grupo criminoso através do escritório localizado na rua Caetés, nº XXX. O indiciado CARLOS UBIRATAN MARTINS integrava o esquema criminoso através das atividades praticadas a partir do escritório localizado na rua Cláudio, nº XX. RICARDO DE ALICE FERREIRA comandava as ações da organização criminosa através do imóvel localizado na rua da Consolação, nº XXXX, conjunto XX. ROBERTO LACERDA FERREIRA integrava o grupo através das ações praticadas junto ao imóvel localizado na rua Humberto I, nº XXX. ALBERTO ANDRÉ AMODIO FILHO também executava parte das ações do grupo através do imóvel localizado na rua Henrique Schaumann, nº XXXX, apartamento XXX. FELIPE DE LACERDA FERREIRA integrava o esquema criminoso através de seu escritório localizado na rua da Consolação, nº XXX, conjunto XX, Consolação, São Paulo. ELOY DE LACERDA FERREIRA concorreu para a trama ilícita comandando ações criminosas de seu escritório localizado na rua Traipu, nº XXX, bairro do Pacaembu, nesta capital.

Em outro escalão, mas também exercendo atividades fundamentais ao sucesso do grupo criminoso se encontram os indiciados RENATO FERREIRA, PAULO JOSÉ DA SILVA FILHO, MARIEL CÉSAR DE SALES BEZERRA, RONALDO TEIXEIRA ANDRADE e ANDRÉ LUIS PEREIRA DE MATOS. Estes indiciados prestam serviços junto as empresas de telefonia móvel e fixa, viabilizando junto as operadoras a prática criminosa.

É de se ressaltar as imprescindíveis condutas dos denunciados ADRIANO FERNANDES DA SILVA e EDENILSON DE OLIVEIRA SILVA, que realizavam serviços externos para a organização criminosa, da seguinte forma:

Consta que no dia 27 de outubro de 2005, na Av. Assis Chateaubriand, esquina com a rua Professor Milton Rodrigues, Casa Verde, nesta Capital, ADRIANO FERNANDES DA SILVA, qualificado a fls. 80, foi surpreendido por policiais civis realizando interceptação de comunicações telefônicas, sem autorização judicial.

Segundo apurado, na data dos fatos policiais civis acionados pela empresa Telecomunicações de São Paulo S.A. compareceram a Av. Assis Chateaubriand, quando lograram surpreender o denunciado ADRIANO em atitude suspeita. Após revista pessoal, puderam constatar a realização de interceptações clandestinas.

No interior do automóvel Fiat Mile, cor branca, placas AIE-6021/SP, utilizado por ADRIANO, foram encontrados gravadores, fitas cassetes, adesivos com os dizeres da empresa TELEFÔNICA, chaves para abertura de armários de distribuições de linhas, avental com o logotipo da empresa TELEFÔNICA, bem como anotações referentes às linhas interceptadas ilicitamente.

ADRIANO confessou a prática criminosa (fls. 76/77 e 135), esclarecendo que realiza as interceptações telefônicas a mando da “família Lacerda”.

Declarou ainda trabalhar com o indiciado EDENILSON DE OLIVEIRA SILVA. Interrogado a fls. 314, EDENILSON confirmou a prática criminosa, esclarecendo que realizava interceptações telefônicas através do desvio das linhas junto aos postes, com a gravação em fitas cassete, que eram posteriormente entregues aos “detetives particulares” ora denunciados.

Foram, assim, interceptadas ilegalmente diversas linhas e detectadas as de números: (11) 6979-XXXX, pertencente a XXXX (fls. 109); (11) 6996-XXXX, pertencente à XXXX (fls. 111); (11) 5012-XXXX, pertencente a XXXX; (11) 6996-XXXX, pertencente a XXXX; e (11) 3744-XXXX, pertencente a XXXX.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2007, 15h25

Comentários de leitores

6 comentários

É muito interessante, o pesoal do MP descobriu ...

JCláudio (Funcionário público)

É muito interessante, o pesoal do MP descobriu a pólvora. Mais é uma grande novidade esta descoberta. Só agora que eles descobriram que pessoas fazem escutas e outras coisas mais. Parabéns pela eficiência impar. Merecem uma medalha de honra ao mérito. A quem ele querem enganar.

É muito interessante, o pesoal do MP descobriu ...

JCláudio (Funcionário público)

É muito interessante, o pesoal do MP descobriu a pólvora. Mais é uma grande novidade esta descoberta. Só agora que eles descobriram que pessoas fazem escultas e outras coisas mais. Parabéns pela eficiência impar. Merecem uma medalha de honra ao mérito. A quem ele querem enganar.

..quem será o Riberto(?)..eu já vi esse filme a...

futuka (Consultor)

..quem será o Riberto(?)..eu já vi esse filme antes(ex-DEOPS)! No tempo em que se "pendurava" áh, também havia a mágica que se fazia "desaparecer". Separar o "joio do trigo" é importante mais temos que ter uma certa coerência, até bem pouco ouvi em telejornais e em programas de tv esses mesmos detetives particulares pousarem de bons profissionais. Agora os "profissionais" do mp declaram ser esses mesmos detetives particulares criminosos (não existe um sindicato de classe ou algo parecido?). É bom lembrar que muitos promotores públicos utilizaram ou utilizam os serviços dos profissionais que se identificam como detetives. Eles somam aos milhares pelo Brasil afora.

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