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Contra o Congresso

MP americano investiga ligação de senadores com prostituição

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O publisher Larry Flynt, editor-chefe da revista pornográfica Hustler, afirmou nesta quinta-feira (12/7), em Beverly Hills, Los Angeles, que está atrás de histórias de advogados e membros do Congresso dos Estados Unidos, que estariam “metidos até a alma” com serviços de acompanhantes sexuais. O Ministério Público Federal dos Estados Unidos está investigando essa cadeia de prostituição.

Flynt disparou o primeiro tiro contra o senador republicano Davis Vitter, que segundo o editor “cometeu gravíssimos pecados”. As informações são do site Findlaw.

O senador admitiu ter recebido ligações telefônicas da Hustler, pedindo-lhe que desse sua versão das acusações. Vitter tem 46 anos de idade, é conservador e luta ardorosamente contra uniões civis entre homossexuais.

Flynt ofereceu US$ 1 milhão para qualquer profissional do sexo que admita ter mantido relações sexuais com advogados ligados a partidos ou com membros do Congresso dos Estados Unidos. “Temos já investigações contra 20 pessoas e elas parecem estar indo muito bem”, disse Flynt.

Ele começou a ficar rico quando, na metade da década de 70, criou um cadeia de clubes de strip-tease em Ohio, o Hustler Go Go Club. A partir daí, lançou a revista Hustler. Um ano depois do lançamento, a publicação alcançou seu sucesso em 1975, com a edição de fotos de Jacqueline Kennedy Onassis, nua na Ilha de Skorpios. Logo após a venda de 2 milhões de exemplares, a censura e a direita conservadora, junto com grupos religiosos, tentaram impedir a circulação da revista.

O advogado Alan Isaacman passou a defender Flynt, que até hoje é tido como um dos maiores defensores da liberdade de expressão nos Estados Unidos. O filme “O povo contra Larry Flynt”, dirigido por Milos Forman, e que trata dos processos contra o editor, ganhou em 1999 o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim. Também recebeu dois Globos de Ouro, como melhor diretor e melhor roteiro.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2007, 15h51

Comentários de leitores

2 comentários

Brasil, eta País maravilhoso que não tem nada d...

Murassawa (Advogado Autônomo)

Brasil, eta País maravilhoso que não tem nada disso, vez que os nossos dirigentes, quer seja do executivo, legislativo e judiciário são tão incorruptível e honestos que faz inveja aos norte americanos.(brincadeirinha, viu)espero que esse País dito maravilhoso um dia desperte p/ a realidade para que os meus netos tenham um País melhor.

Caro Tognolli, lá a Suprema Corte não tem dúvid...

prosecutor (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

Caro Tognolli, lá a Suprema Corte não tem dúvidas sobre o poder investigatório do MP! Talvez por isso vivam naquele atraso, políticos presos e condenados, etc, etc... Veja que a corrupção lá, asim como a violência, atingiu níveis intoleráveis. Enquanto isso, aqui, na honestidade e segurança que vivemos, por que o MP investigar? Com uma polícia tão eficiente, que nos traz tudinho apurado.

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