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Linha de sucessão

Juiz assume prefeitura de cidade em Mato Grosso do Sul

O juiz Sílvio Prado, da 2ª Vara de Cassilândia, em Mato Grosso do Sul, assume na tarde desta quinta-feira (5/7) o cargo de prefeito da cidade. Ele chega ao posto depois que o prefeito, o vice, o presidente da Câmara e mais cinco vereadores foram afastados por suspeita de corrupção. A nomeação do juiz foi decidida pela juíza Jeane de Souza Barbosa Ximenes, substituta na 1ª Vara do município, segundo informações do RMT Online.

Na manhã desta quinta, Prado reuniu-se com os 20 secretários para discutir a sua gestão no município de 21 mil habitantes. Ainda há dúvidas se ele irá nomear um interventor. O ex-prefeito José Donizete Ferreira de Freitas (PT) e o vice, Sebastião Pereira (PSB) foram afastados no dia 22 de junho por denúncias de improbidade administrativa.

Os políticos são acusados de superfaturamento em licitações, em valores que alcançariam R$ 6,3 milhões e de suposto desvio de R$ 1,7 milhão no departamento de água da cidade. O afastamento do prefeito foi determinado por três decisões judiciais.

O presidente da Câmara, Baltazar Soares (PSDB), havia assumido a prefeitura. No entanto, ele foi afastado na quarta (4/7) por suspeita de envolvimento em esquema de mensalinho municipal. A decisão judicial também determinou o afastamento de outros cinco vereadores.

O novo prefeito Silvio Prado irá convocar os seis suplentes para assumir as vagas ainda esta semana. O promotor Ronaldo Vieira Francisco explicou que afastamento foi pedido em conseqüência das declarações prestadas pelo ex-secretário de Finanças do município, Waldimiro José Cotrim Moreira.

O ex-secretário foi preso no dia 11 de abril durante a Operação Judas, em que mais cinco servidores foram detidos, acusados de participação em esquema de superfaturamento de licitação e desvio de recursos públicos.

Em depoimento prestado à Justiça, Waldimiro Moreira disse que os vereadores afastados recebiam mesada de R$ 1 mil por mês e ainda rateavam os R$ 20 mil que eram pagos por sessões extraordinárias.

Revista Consultor Jurídico, 5 de julho de 2007, 17h01

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