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Infarto fatal

Motorista morre de infarto após depor em ação de Cássio Cunha

O motorista Reinaldo da Silva morreu de infarto na manhã desta quarta-feira (4/7) após ser ouvido em audiência no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Ele era motorista do subsecretário da Controladoria-Geral do estado, Nilo Feitosa, e testemunhava em um dos processos que pedem a cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB).

Silva foi preso pela Polícia Rodoviária Federal em 26 de outubro de 2006, com envelopes com dinheiro que seria destinado a correligionários políticos de Cunha Lima no interior do estado.

Após prestar depoimento ao corregedor-eleitoral da Paraíba, Carlos Eduardo Leite Lisboa, o motorista foi encontrado desacordado no banheiro do TRE. Segundo nota do tribunal, tentativas de reanimação foram feitas, mas Silva não resistiu. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionada, mas nada pôde ser feito.

Por causa da morte, os advogados pediram e conseguiram a suspensão da audiência. O depoimento das outras testemunhas será tomado no dia 10 de julho.

De acordo com o advogado Luciano Pires, a audiência foi bastante tranqüila: “foi uma lastimável ocorrência, imprevisível, e não houve nenhum fator decorrido da audiência que pudesse ter influenciado. A testemunha foi ouvida por aproximadamente 15 minutos. Aparentava serenidade. Não demonstrou qualquer inquietação”.

Edízio Souto, também advogado, confirmou que não teria havido nada de anormal no depoimento: “a oitiva do senhor Reinaldo foi tranqüila, poucas perguntas foram formuladas. Ele respondeu todas com muita naturalidade. Seu depoimento levou pouco tempo”.

Nilo Feitosa afirma que seu motorista sofria de hipertensão, mas aparentava bem nessa quarta-feira. “Ele trabalha comigo há cinco anos. Só tem hipertensão, mas sempre tem ido ao médico, toma o remédio para pressão. Fora isso, nunca demonstrou outro tipo de queixa.”

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2007, 21h29

Comentários de leitores

2 comentários

Era testemunha de acusação ou de defesa?

J.Henrique (Funcionário público)

Era testemunha de acusação ou de defesa?

Parece que o teor do depoimento não foi relevan...

Trans Sem Dente (Outro)

Parece que o teor do depoimento não foi relevante, principalmente diante do imprevisível falecimento da testemunha, que foi objeto da notícia.

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