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Livre da cassação

Joaquim Roriz renuncia ao mandato de senador

O senador Joaquim Roriz (PDMB-DF) renunciou na noite desta quarta-feira (4/7) ao seu mandato. A carta de renúncia foi lida em plenário pelo senador Mão Santa (PMDB-PI). Deve assumir em seu lugar o advogado Gim Argello, vice-presidente nacional do PTB.

Roriz evita, assim, a cassação dos direitos políticos no Conselho de Ética do Senado, onde seria aberto processo contra ele por suposta participação em desvio de dinheiro público no Distrito Federal, onde foi governador por quatro vezes. O senador disse que renunciava para salvar sua honra e em respeito ao povo do Distrito Federal.

Joaquim Roriz é acusado de negociar a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, sacados em espécie com um cheque do empresário Nenê Constantino, dono da companhia aérea Gol. O parlamentar foi flagrado em escutas telefônicas, em março, conversando com Tarcísio Franklin, preso na Operação Aquarela, sobre a entrega e a partilha do butim.

O processo de cassação de Roriz ficou ainda mais iminente depois que a revista Veja desta semana publicou reportagem afirmando que o dinheiro foi usado para subornar juízes. O Ministério Público do Distrito Federal vai remeter nos próximos dias à Procuradoria-Geral da República o resultado de mais sete escutas feitas pela Polícia Civil durante a Operação Aquarela.

Pelo regimento interno do Senado, a renúncia, se consolidada antes de Roriz receber do Conselho de Ética notificação sobre abertura do processo, permite que o senador preserve os direitos políticos e se candidate a um cargo eletivo nas próximas eleições. Depois de o senador receber a notificação, a renúncia não impediria a perda dos direitos políticos.

Com a renúncia, ele evita o processo que poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível até 2022, quando terá 86 anos (Roriz completa 71 anos em agosto).

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2007, 21h50

Comentários de leitores

8 comentários

Vitória das pessoas de bem.

Bira (Industrial)

Vitória das pessoas de bem.

Livre da cassação mas, tomara, não da cadeia. J...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

Livre da cassação mas, tomara, não da cadeia. Já vai tarde, ladrão sem-vergonha!

Para ajudar os leitores, o Conversa Afiada fez...

Robespierre (Outros)

Para ajudar os leitores, o Conversa Afiada fez uma pequena pesquisa para localizar as perolas que trocaram Roriz e Alckmin. . Pérolas de Alckmin sobre Roriz: “Roriz é um estadista”. (O Globo – 11/09/2006) "Precisamos de um senador com a estatura de um estadista, como o Roriz". (Jornal de Brasília – 11/09/2006) "É um apoio extremamente importante de um governador muito bem avaliado". (Tribuna do Brasil – 30/03/2006) "Eu era co-piloto de um grande comandante, assim como Abadia foi co-pilota de um grande comandante (Roriz)". (Estadão – 08/07/2006) "Se dependesse de pesquisa, o governador de Brasília não teria sido três vezes o Roriz”. (Brazilian Press – 13/09/2006) "Abadia fez um curso intensivo sobre como governar com Joaquim Roriz. Ela foi co-pilota do DF". (Jornal de Brasília – 11/09/2006) . Pérolas de Roriz sobre Alckmin: “Quando ele anunciou que iria disputar a Presidência do Brasil, eu disse: surgiu o meu candidato”. (JB – 11/09/2006) “(Alckmin é) o homem certo que vai solucionar os problemas do Brasil. Com ele, não vamos passar a vergonha que estamos passando (...) Ele é um enviado de Deus (...) A presença de Geraldo Alckmin no Palácio do Planalto nos dará a certeza de que o interesse público voltará a ser respeitado”. (Correio Brasiliense – 09/07/2006) “Se nós estivermos unidos com Alckmin, pedindo votos, quantos empregos, quantos lugares importantes nós vamos conquistar para os nossos amigos?” (Correio Brasiliense – 17/10/2006) "Alckmin é a pessoa mais preparada para assumir o comando do país e não seria educado negar um convite para ser o vice dele". (Tribuna do Brasil – 30/03/2006) "Alckmin é um enviado de Deus para salvar o Brasil". (Estadão – 08/07/2006) “Comparem e digam ao seus amigos o que e

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