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Donos da Sundown fogem de hospital onde estavam presos

O empresário uruguaio Isidoro Rozenblum e seu filho Rolando Rozenblum, donos do grupo Sundown, fugiram na madrugada de segunda-feira (2/7) do hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde estavam presos. As circunstâncias da fuga não foram esclarecidas.

A dupla fugiu por volta das 3h30. Isidoro saiu por uma das portas laterais do hospital. Já Rolando teria escapado pela janela do quarto.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal abriram Inquérito Policial para averiguar se os foragidos receberam ajuda. Também notificaram aeroportos e alfândegas do país. Para o MP, a fuga complica ainda mais a situação dos réus.

Os dois foragidos respondem a processos por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, descaminho, crime contra a ordem tributária e crime contra o sistema financeiro.

Em duas ações penais, ambos já foram condenados a penas que somam, para Rolando, mais de 19 anos de reclusão, e para Isidoro, mais de 14 anos de prisão.

Isidoro e Rolando haviam sido transferidos do Complexo Médico Penal para o Hospital Santa Cruz no início do ano para tratamento de saúde. Dois policiais militares faziam a escolta do quatro, localizado no segundo andar do hospital. Os policiais foram presos. Os nomes não foram divulgados.

No começo do ano, os advogados tentaram obter o benefício da prisão domiciliar em favor dos réus,. Chegaram a transferí-los para domiclio por um mês. Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal negou o pedido de Habeas Corpus para a prisão domiciliar.

Histórico

Os Rozenblum foram presos em Curitiba, em junho de 2006, na Operação Pôr do Sol, deflagrada pelo Ministério Público e Pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. A Fazenda Nacional inscreveu na dívida ativa da União mais de R$ 150 milhões em dívidas por sonegação de impostos da família.

Segundo os responsáveis pela investigação, a família Rozenblum seria a controladora da Companhia Brasileira de Bicicletas, atualmente Brasil e Movimento S/A, fabricante de bicicletas e motocicletas das marcas Sundown Bikes e Sundown Motos. A empresa sustenta, porém, que a a família fechou a fábrica e vendeu as marcas em 1996 e não mais mantém vinculos com ela.

Em novembro do ano passado, Rolando e Izidoro foram condenados pela 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba (PR) a 10 anos e 5 anos de prisão, respectivamente, por crime de corrupção ativa.

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2007, 21h42

Comentários de leitores

11 comentários

Curiosamente os dois estavam internados para o ...

L_skywalker (Estudante de Direito)

Curiosamente os dois estavam internados para o mesmo tipo de cirurgia,um tem 35 anos e outro 65. Alguém leva um argumento desses a sério para permitir que fiquem no hospital? Bem o fato de dois corruptos biolinários ficarem um ano e meio na cadeia é um grande avanço, progresso maior ainda foi o fato de que com a fuga ficou caracterizado que nem mesmo no STF ia dar "acerto". Infelizmente, na fuga a PF passou vergonha dado que a influência deles no Paraná era notoriamente grande. Era evidente a chance de ocorrer algum erro em seu acompanhmento pela PM local, bastava uma simples campana para o flagrente da fuga.

Caro Ramiro, não vou defender execuções pratica...

Mauri (Funcionário público)

Caro Ramiro, não vou defender execuções praticadas por agentes públicos, assim como não vou lamentar a morte de um assassino que, acompanhado de dois comparsas, torturou antes de matar covardemente um agente federal que tentava proteger uma prostituta desses três vagabundos. Acho que acobertar erros de seus membros não é a regra na PF, tanto que o jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria cujo título é: "Dos denunciados em operações da PF desde 2003, 1 em cada 3 é policial federal", que vc pode ler aqui: http://www.fenapef.org.br/htm/com_noticias_exibe.cfm?Id=46559

Se muito não me engano, condenações pela Justiç...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Se muito não me engano, condenações pela Justiça Federal em persecuções movidas pelo MPF, a responsabilidade em tese seria da Polícia Federal, que tem um efetivo ínfimo, e delega funções para as polícias estaduais. Se eu fosse criticar a PF para valer lembraria do caso de um cozinheiro, acusado de matar um agente federal, que foi morto por espancamento na Superintendência da PF no Rio de Janeiro. A PF apurou maravilhosamente. Diante da impossibilidade de negar o fato reconheceu que houve tortura e morte por espancamento, mas alegou ser impossível identificar os autores de tal fato dentro de sua própria carceragem. Não há uma instituição impoluta, que não esteja conspurcada pelas piores mazelas neste país.

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