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O homem que copiava

Acusado de falsificar dinheiro continua preso, decide STJ

Wellington Sandae Pinheiro, acusado de formação de quadrilha e falsificação de moedas, cédulas e vales-transportes, vai continuar preso. O ministro Francisco Peçanha Martins, do Superior Tribunal de Justiça, negou liminar em Habeas Corpus para ele.

O ministro não encontrou flagrante ilegalidade que justificasse a concessão do pedido. De acordo com ele, a decisão impugnada do Tribunal Regional Federal da 1ª Região deixou bem fundamentado que o excesso de prazo no caso em questão se deve a sua complexidade, bem como aos diversos pedidos formulados pela autoridade policial, Ministério Público Federal e aos próprios autores.

Pinheiro, que tem 21 anos e é estudante de administração de empresas, foi preso em dezembro de 2005, por decisão da 5ª Vara Federal de Goiânia. De acordo com a denúncia, ele faz parte de uma quadrilha que montou uma gráfica para falsificar papel-moeda, vales-transportes e outros documentos, instalada em um imóvel residencial em Valparaíso, cidade goiana próxima ao Distrito Federal.

Ainda segundo a denúncia, a quadrilha é formada pelo desenhista Benício Gomes da Silva, o ex-policial civil Mcraff di Andrade Camargo, o dono de um pequeno jornal em Taguatinga (DF), Salvador Gonçalves e Alfredo Ribeiro, que era o chefe da quadrilha.

Ribeiro, Silva e um novo integrante da quadrilha, Antônio Bernardes Coelho, são de adquirir uma impressora industrial e papel para fazer a falsificação. Ribeiro e Silva também desenvolveram o maquinário para introduzir o fio de segurança falso nas notas, dificultando ainda mais a identificação das cédulas. De acordo com a denúncia, o papel adquirido era suficiente para falsificar R$ 62 milhões.

Todos os equipamentos e suprimentos teriam sido transportados para a casa de Almicar Ribeiro, filho de Alfredo Ribeiro, localizada em Valparaíso. Segundo a denúncia, Pinheiro entrou na quadrilha para produzir fios de segurança falsos, feitos de fitas VHS. O esquema foi descoberto em novembro de 2004.

HC 74.345

Revista Consultor Jurídico, 26 de janeiro de 2007, 0h00

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