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Crime em Bragança

Acusados de atear fogo em família serão interrogados na terça

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Joabe Severino Ribeiro e Luís Fernando Pereira, acusados de assaltar e atear fogo em quatro pessoas vivas no final de 2006, em Bragança Paulista (SP), serão interrogados na terça-feira (23/1). Os dois serão ouvidos pelo juiz Marco Mattos Sestini, da 2ª Vara Criminal da comarca.

O crime aconteceu no dia 10 de dezembro. De acordo com a polícia, Eliana Faria da Silva e Leandro Donizete de Oliveira foram rendidos em casa e levados à loja de confecções Sinhá Moça, de propriedade do casal. Vinicius, de cinco anos, o filho do casal também foi levado pelos criminosos que pretendiam assaltar a loja.

Já na loja, os assaltantes não conseguiram abrir o cofre. A dupla foi em seguida à casa da Luciana Michele Dorta, que também trabalhava na loja. Ela conseguiu abrir o cofre e cerca de R$ 20 mil foram levados.

Após o roubo, as vítimas foram levadas para uma estrada da cidade e colocadas no carro da família. De acordo com a denúncia, os acusados atearam fogo ao veículo. Eliana e Leandro morreram no dia. O filho do casal resistiu até o dia seguinte e Dorta morreu 11 dias depois do crime.

Joabe e Luís foram presos dias depois do crime. O Ministério Público denunciou os dois pelas quatro mortes. A Justiça recebeu a denúncia que acusa a dupla pelos crimes de três latrocínios (roubos seguidos de morte) e uma tentativa de homicídio, pois, na ocasião, uma das vítimas, Luciana Michele Dorta, ainda estava viva. Ela morreu um dia depois. O MP deverá complementar a denúncia.

Crime

Os dois acusados invadiram a casa de Eliana e Leandro e fizeram ele e a criança reféns. Os três foram levados à loja onde Eliana trabalhava, mas não conseguiram abrir o cofre do estabelecimento. Eliana foi, então, obrigada a ir até a casa da colega, Luciana, que tinha a chave. Cerca de R$ 20 mil foram roubados do local. O dinheiro foi encontrado na casa de um dos suspeitos presos.

Depois do roubo, a dupla colocou os quatro amarrados num o Palio, de propriedade do casal e os levaram à estrada municipal 2. Em seguida colocaram combustível no carro e atearam fogo, antes de fugir.

Luciana conseguiu quebrar um dos vidros e sair do carro. Em seguida, tirou o menino do fogo. Em depoimento, ela contou que deixou o garoto esperando ao lado do veículo e caminhou pela estrada até ser socorrida por um casal.

Quando a PM chegou ao local, o carro ainda estava em chamas. Eliana foi encontrada no banco do passageiro dianteiro, degolada e com as mãos amarradas para trás. Leandro estava no porta-malas, amarrado.

Com queimaduras em grande parte de seus corpos, Vinícius morreu dois dias depois e Luciana morreu quinta-feira (21/12), na Santa Casa de Limeira.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 22 de janeiro de 2007, 0h00

Comentários de leitores

2 comentários

Perdão, eu quis dizer "repudiável". Deve ter ...

Richard Smith (Consultor)

Perdão, eu quis dizer "repudiável". Deve ter "encostado" um emir sáder em mim.

Faltou comentar que os degenerados portavam c...

Richard Smith (Consultor)

Faltou comentar que os degenerados portavam consigo, o thinner que serviu de combustível, a indicar fortemente a premeditação da extrema e repudiante crueldade que usaram contra as vítimas (inclusive a criança!!!) Muito bem, em que pesem a gravidade e a qualificação do delito, quantos querem apostar a mão direita, que em cinco ou seis anos os camaradinhas estarão por aí, livres, leves e soltos? Alguém arrisca? E depois existem artigos, aqui mesmo no Conjur que reputam que a pena de morte não tem substratos jurídicos e nem filosóficos, tratando-se de mera vingança! (sic). Então tá então! Como diz o outro

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