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Meia-liberdade

Fundadores da Renascer saem da prisão nos Estados Unidos

Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho, deixaram o presídio federal nos EUA, na noite de terça-feira (16/1) mas ainda estão sob a custódia da imigração, segundo informou o advogado do casal, Luiz Flávio Borges D'Urso, também presidente da OAB paulista. Os dois foram encaminhados para uma unidade prisional menos rigorosa.

O governo americano informou que o casal Hernandes deixou o presídio federal, em Miami, onde foram presos após problemas com a alfândega. D'Urso disse que a libertação do casal ocorreu mediante o pagamento de fiança, mas afirmou que não tinha informações sobre o valor efetivamente pago. A reportagem é da Folha Online. O casal já havia pago fianças no valor total de US$ 100 mil referentes a outro processo a que respondem nos EUA.

Havia expectativa de que o casal seria liberado ainda nesta semana, após a definição da Justiça norte-americana em estipular para eles o pagamento de uma nova fiança no valor de US$ 100 mil. Segundo o consulado brasileiro em Miami, Estevam e Sônia poderiam responder em liberdade, no entanto, mediante pagamento inicial de US$ 5.000.

Estevam e Sônia foram detidos no último dia 9, após apresentarem uma declaração falsa de porte de dinheiro para a alfândega americana. O casal declarou que carregava US$ 10 mil, mas levava escondido na bagagem US$ 56 mil. A defesa alega que somente houve um equívoco na declaração dos valores à alfândega e que, pela legislação, eles poderiam carregar até US$ 70 mil, já que viajavam em um grupo de sete pessoas (o casal, dois filhos e três netos).

D'Urso não soube informar se havia alguma possibilidade do casal retornar ao Brasil, após liberado pela migração, que não detém o poder de prender, mas apenas de reter temporariamente o casal.

Nos Estados Unidos, eles já têm uma audiência marcada com a Justiça americana para o próximo dia 24. De acordo com o consulado brasileiro, eles devem responder pela declaração falsa à alfândega e por “contrabando de dinheiro” (cash smuggling, pelo termo legal americano).

No Brasil, o Ministério Público, que denunciou o casal por lavagem dedinheiro e evasão de divisas, apresentou um pedido de prisão preventiva do casal, além de um pedido de extradição. A defesa de Estevam e Sônia tenta derrubar na Justiça essas duas solicitações.

Notícia atualizada às 17h15 para acréscimo de informação.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2007, 15h46

Comentários de leitores

11 comentários

Se o fato acontecesse no Brasil, muito provavel...

jorgecarrero (Administrador)

Se o fato acontecesse no Brasil, muito provavelmente, teria o desfecho do caso da cueca, do dossiê e tantos outros. Seria um milagre se os picaretas conhecidos viajassem até Miami... um pouquinho. Nesse caso... cadeia pra eles até o Apocalipse!

Por vezes encontramos informações divergentes s...

RBS (Advogado Autônomo)

Por vezes encontramos informações divergentes sobre o destino do casal. Esta desorganização deve as proprias fontes aqui no Brasil, pois para a Igreja eles estão em um SPA, para o MP eles estão na masmorra, etc. Os EUA são organizados o suficientes para dar a informação precisa (diferente do caso Legacy, que nem as pessoas daqui sabiam de nada...). Tanto é verdade que consegui achar a " Bispa " somente com um clique na Internet no endereço http://www.bop.gov/iloc2/LocateInmate.jsp . No momento, o nome dela não aparece porque não está mais nesta prisão. Assim como no Brasil, é necessario que as informações sejam buscadas direto na fonte e não por intermedio de seus interessados, pois cada um conta a sua parte da historia. Fico imaginando o que os americanos acharam do episodio Legacy...Outra coisa, para os Americanos o casal é somente um casal que está aguardando uma decisão judicial por supostamente ter cometido um crime. Aqui, essas proprias pessoas, são se auto-intitularam Bispos e acreditam desta forma estarem imunes a todas as punições na terra.

Se um operador do Direito, que é pago pelo povo...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Se um operador do Direito, que é pago pelo povo para lutar pela Justiça diz que ela não presta, deveria usar sua inteligência para dedicar-se a outras atividades, de preferência aquelas que prestem. Quem sabe a agricultura, a pecuária, a indústria, o ensino...

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