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Fim das disputas

Cyrela e Camargo Corrêa compram terreno da família Matarazzo

Depois de vários anos de embates judiciais de ordem fiscal, urbanística e societária, os membros da família Matarazzo venceram os empecilhos legais e conseguiram vender um terreno de mais de 12 mil metros quadrados que fica na Avenida paulista, em São Paulo. A Cyrela e a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário são as novas proprietárias do imóvel. Juntas, desembolsaram R$ 130 milhões. As informações são do jornal Valor Econômico.

A expectativa é a de que no terreno, que estava à venda há mais de uma década, seja construído um grande edifício de escritórios de alto padrão em conjunto com um hotel ou um shopping center.

Ao longo dos últimos meses uma intensa disputa entre grandes empresas do setor marcou as negociações. Até a semana passada, representantes de um dos concorrentes tentavam buscar junto a investidores internacionais recursos para realizar a compra. Para garantir o negócio, a Camargo Corrêa e a Cyrela teriam feito o pagamento à vista.

O negócio entre a Cyrela e a Camargo Corrêa foi costurado no final de 2006. Pelo acordo, cada companhia tem 50% do negócio. "A divisão foi equânime tanto na compra do terreno quanto na realização de futuros empreendimentos", afirma uma fonte próxima às negociações. Tanto a Cyrela quanto a Camargo Corrêa preferiram não se pronunciar sobre a nova parceria.

Com 12 mil metros quadrados, o terreno que abrigou a Mansão Matarazzo é cobiçado pelas empresas do setor imobiliário há mais de uma década. Uma das últimas áreas livres da Paulista, que vem se valorizando novamente após um período de queda, o terreno deve abrigar um grande complexo comercial.

O negócio também põe fim definitivamente a um dos grandes símbolos do desenvolvimento econômico paulista protagonizado pelos imigrantes italianos que chegaram ao país no fim do século XIX. Da antiga mansão demolida em 1996, nem as ruínas devem sobreviver.

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2007, 15h15

Comentários de leitores

1 comentário

Pois é. Esse terreno deveria ter sido desapropr...

Armando do Prado (Professor)

Pois é. Esse terreno deveria ter sido desapropriado pelo poder público, como punição pela armação da "queda" da mansão que ali existia. No lugar o poder público poderia ter erguido um museu, um clube, uma escola ou outra coisa de utilidade pública. Mais uma vez, o lobby dos poderosos prevalece.

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