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16 comentários

Prezado Richard Smith, Franklin Roosevelt um di...

João Bosco Ferrara (Outros)

Prezado Richard Smith, Franklin Roosevelt um dia disse: “ninguém pode ser ofendido sem o seu próprio consentimento.” Está para nascer o homem que conseguirá inferiorizar-me ou ofender-me. Ponho-me diante de todos no mesmo nível, sem distinção, qualquer que seja. As pessoas têm a capacidade de suprir suas deficiências com a dedicação empenhada em qualquer tarefa. E ao contrário do que o senhor pode supor, sou um capitalista inveterado, mas entendo que o capitalismo não resta prejudicado nem comprometido, e é tanto melhor que seja assim, pelo fato de se enfatizar certos aspectos sociais que, uma vez resolvidos, só fortalecerão o próprio capitalismo. Eu nunca disse que não há furto de energia. Mas coloquei a palavra furto entre aspas intencionalmente para significar que nos dias atuais é impensável qualquer inserção social se não se cogitar de prover as pessoas necessitadas desse bem de consumo fundamental. Diversamente do senhor, não entendo que assistir televisão constitua um mero conforto. Para mim representa muito mais que isso. Representa a integração da pessoa, máxime a menos privilegiadas, com o resto do mundo, da sociedade. Além disso, os canais abertos têm uma importância que se qualifica como de utilidade pública, dada a força de penetração que possuem (não vou aqui dissertar sobre eventuais ou recorrentes desvios de finalidade perpetrados por este ou aquele canal de televisão, pois não é isso que interessa no momento). Assim, embora rigorosamente não se possa negar que a ação das pessoas desprivilegiadas que se abastecem de energia elétrica sem pagar por ela, por meio de “gatos”, ou que fraudam os relógios para poderem pagar uma conta que não reflete o real consumo delas, tolera-se e mitiga-se essa situação por muitos fundamentos, entre os quais aqueles que já declinei em comentário anterior. Obviamente que o espertalhão que frauda o relógio apenas para pagar menos mesmo tendo condições de pagar o valor correto não merece tolerância nenhuma. Mas não é dele que estou cogitando nas letras que escrevi. De qualquer sorte, quero deixar consignado que o senhor possui qualidades intelectuais para manter o nível elevado de um debate, e não precisa socorrer-se de argumentos do tipo “ad hominem” ofensivo, ainda que a crítica dirija-se a sua capacidade de escrever ou entender o vernáculo, pois mesmo esta pode ser refutada com elegância e urbanidade. Em nenhum momento eu o ataquei pessoalmente de modo pejorativo. Critiquei sim, o conteúdo dos seus argumentos, a forma como os exprimiu (o português), mas rigorosamente não desferi nenhum ataque pessoal contra o senhor, do tipo “mal-educado”, “grosseiro” ou coisa parecida, salvo em retorsão aos ataques que sofri, e aí minha reação encontra plena justificativa. Mas o seu tom melhorou um pouquinho no final. Já é um começo, uma vez que não constitui ofensa nem injúria aprimorar a própria condição humana, mas sim reflexo de sabedoria.

Meu caro Sr. João Bosco: Creia-me, não q...

Richard Smith (Consultor)

Meu caro Sr. João Bosco: Creia-me, não quis "dar de bom" ou inferiorizá-lo, mas simplesmente considerei que, sendo este um espaço público, não deveria deixar de responder às suas considerações, que considerei despropositadas e maliciosas. Foi o que fiz. Ao contrário do que o senhor indelicadamente sugeriu em "post" anterior, não sou advogado e nem bacharel em direito e, portanto, não estou fazendo distantes e teóricas considerações jurídicas. Ao contrário! Estou falando de coisas o mais absolutamente "chão a chão" possíveis. Sim, eu leio todos os "posts", por inteiro e procuro refletir acerca de todas as abordagens que o comentador quis imprimir a eleas e que a limitação da minha capacidade permita. E nesse sentido, considerei muito sérias as suas superficiais ilações. Desde quando o "abandono" material de grande parte da nossa população, regional ou individualmente falando, pode permitir o APOSSAMENTO, puro e simples de determinada coisa por aquele despossuído (exceto nas hipóteses muito raras do "furto famélico" para o afastamento de condição que ameaça a continuidade da vida)? Um pouco mais ainda e considerando-se o chamado "problema econômico fundamental" ensinado nas faculdades: "Recursos limitados para necessidades ilimitadas": QUEM é que decide o que é fundamental e que PODE ser apropriado? E se eu, um sem-Mercedes, amanhã decidir que necessito de um veículo daquela condição para a satisfação de minhas graves necessidades de conduzir um carro bom, economico e que não dá despesas com mecânico como o meu Fiat velho e, percebendo que a concessionária aqui perto de casa fica vazia às 21:00 de domingo, porque o vigilante sai para jantar na padoca aqui perto? Ora, o buraco é bem "mais embaixo". E é sociológico mesmo. Se alguns muitos, se acham no condão de decidir que vão poder se apropriar, SEM CUSTO, de um determinado bem apenas porque dele haverão de fazer útil e conveniente uso, o que será de nossa Sociedade? Muito mais ainda, quando grande parcela dessa mesma Sociedade ou é indiferente ao assunto (por puro comodismo ou falta de reflexão) ou até mesma simpática a ele (por distorção de pensamento ou por intoxicação cultural que leva à inversão de valores)? Essa tolerância levou à ocupação urbana desordenada, inclusive em regiões de manaciais ou de alto risco (beira de ferrovias, morros, barrancos, etc.). De quem é a culpa? Da Sociedade? mas como, se na nossa Democracia supostamente Representativa elegfemos pessoas para legislar e fiscalizar os outros dois poderes. Se os componentes dessa mesma Sociedade que tem um pouco mais de proteínas, patrimônio e estudo (a classe média, por exemplo) paga escorchantes impostos? E ainda temos culpa de o camarada vir se instalar em barraco, fugindo de condições desumanas na sua terra natal, COMPRAR (porque de graça o lojista não lhos dará) uns 10 metros de fio e, correndo risco de acidente, instalar um "gato" para FURTAR (não há outro termo aplicável) energia elétrica para acender uma ou duas lâmpadas e para VER TELEVISÃO (sim, porque recente pesquisa domiciliar do IBGE, revelou que nada menos do que 95% dos domicílios no Brasil tem televisão!). E acahr que não deve pagar NADA por esse conforto. Será que o senhor, imbuído da mais cristalina arenga anti-capitalista e propugnadora de uma certa e difusa RESPONSABILIDAE SOCIAL pelas mazelas que afligem o nosso País, ao invés da RESPONSABILIDADE PESSOAL de cada um de nós pelas suas atitudes individuais (não se esqueça da representatividade parlamentar e da responsabilidade das autoridades legitimamente investidas na resolução dos problemas "macro"), não nota o potencial terrível de desagregação social que se insere no "Gato" tolerado? Passar bem.

Richard Smith, se eu não tivesse tanta importân...

João Bosco Ferrara (Outros)

Richard Smith, se eu não tivesse tanta importância você não se tinha dado o trabalho de responder-me em comentário minuciosamente articulado, o que sugere ter lido com muita atenção, e muita ira no coração, todos os meus comentários precedentes. Relaxe. A provocação tem o seu propósito. Serve para estimular a inteligência na sua forma mais exuberante, que nos distingue das bestas feras. Desta vez sou forçado a reconhecer: você se superou e me surpreendeu com letras bem traçadas (há alguns errinhos aqui e ali, todos escusáveis porque possuem a aparência de erros de digitação, nada que não possa ser tolerado). Todavia, não concordo com seus argumentos. Também refuto as imprecações que me dirige, porquanto levianas e despropositadas. Não têm o condão nem de desqualificar-me nem de derruir meus argumentos, porquanto racionais, não cedem diante de ofensas pessoais. A análise que fiz, e isto o senhor reconhece em sua longa análise, não é meramente jurídica, mas orienta-se pelo viés político e sociológico, enquanto que a sua restringe-se à ambiência puramente jurídica. Se o pressuposto fosse de que a questão somente poderia ser abordada juridicamente, então, talvez inclinasse-me por uma opinião que, se não é totalmente conteste com a sua, dela se aproximaria. Mas a vida não é só como o Direito determina. Aliás, a vida é mais política e sociológica do que de Direito. Essa a conclusão que decorre do reconhecimento do materialismo histórico. Concordo que o Direito possui um caráter pedagógico, mas há certas situações que imprescindem do exame político-sociológico, tanto para a aplicação do direito quanto para sua criação (a nomogênese). No caso, a miséria brasileira é que traduz um paroxismo irrefragável. E quem pode ser apontado como responsável pelo alastramento da miséria brasileira? Obviamente a sociedade, as elites que se alienaram desse fato por séculos a fio, que não cuidaram para implementar um controle da natalidade, que não cuidaram para favorecer a inserção dos menos favorecidos no mercado de trabalho e de consumo, que não cuidaram da preservação dos direitos humanos, máxime da dignidade da pessoa humana relativamente aos miseráveis. Hoje o problema é muito mais grave do que era há 50 ou 100 ano, e de solução muito mais difícil, senão impossível. O senhor conhece o Rio de Janeiro? Já passou em frente à favela da Rocinha ou do Vidigal? Juntas possuem mais de 400 mil habitantes. É maior do que muita cidade do interior de São Paulo. Como acabar com elas e inserir aquelas pessoas num contexto social qual o do senhor ou o meu? Resposta: impossível. Não há recursos; não há vontade política (da classe dominante); não há meios. É melhor conviver com essa triste realidade fazendo certas concessões do que acossar aquelas pessoas a se rebelarem, porque se promoverem uma sedição, o Estado não tem como dominá-los. Seremos simplesmente esmagados. Aliás, no Rio e em São Paulo, a sociedade tem tido a oportunidade para assistir o descontrole dessas situações. Todos sabem onde estão os bandidos. Por que será que não vão lá buscá-los e prendê-los? Quantos moradores dessas favelas possuem medidores de energia elétrica? Quase nenhum. Os que têm, adulteram o aparelho para poderem pagar a conta no fim do mês. E quase todos lá são abastecidos por meio de “furto” de eletricidade. O autor do artigo afirma com todas as letras a existência de uma quadrilha de fraudadores, mas o conteúdo do artigo não permite tal conclusão, pois quadrilha é um termo com significado bem definido no ordenamento jurídico. Quando muito, pode haver uma pluralidade de fraudadores, mas isso não significa que estejam conluiados para agir assim. Cada um age em benefício próprio e sem a ajuda ou participação dos demais. Onde, então, a quadrilha? Percebeu o ponto nodal da questão? Não está apenas atrelado à questão jurídica de ser ou não furto. É mais profundo.

Ok. João Bosco, como você não tem a educaçã...

Richard Smith (Consultor)

Ok. João Bosco, como você não tem a educação suficiente (ou tem soberba em excesso) para recorrer a regras de tratamento elementares para os seus "posts", respondo da mesma maneira. Ante à sua pretensiosa mensagem última, sou, a contragosto, obrigado a manifestar-me, para dizer-lhe o seguinte: 1) Não reconheço em você autoridade alguma para você apontar nos outros, falta de lógica e muito menos desonestidade intelectual; Pois já dizia o mestre Ruy Barbosa: "O ladrão sabe cada qual como seu igual". Parece ser justamente o seu caso, no tocante àquelas acusações. Isso porque no seu longo comentário inicial à matéria publicada aqui no CONJUR, a barafunda de idéias sibilinas, falaciosas e amorais foi abundante, senão vejamos: a) Inicialmente você procurou esculhambar (dialética erística?) e desqualificar o artigo, dizendo que somente poderia se tratar de "artigo encomendado" por "escritório contratado para defender interesses das distribuidoras de enrgia". Afirmação forte e positiva, que não deixa margens para ser qualificada de argumento irônico ou retórico. Pura malícia enfim; b) Em seguida, você procurou confundir, dizendo que não era possívels se ver a ação de uma "quadrilha de fraudadores" (quem havia insinuado isso?) c) visando sensibilizar o leitor talvez - ao alegar a ocorrência do fenômeno em "regiões mais carentes" e por "pessoas esquecidas pelo estado". d) Mas o paroxismo, em termos de mistificação e contradição ainda viria, quando você relacionou o "compadecimento da sociedade" com uma suposta "purgação de culpa" que até inautêntica (em se tratando de "culpa") porque utilitária, vez que objetivaria que o deslocamento daquelas massas carentes e despossuidas em direção àquelas "zelites" que poderia redundar até em "carnificina" (!!!). Concluiu cabotinamente então, que essa tolerância, seria até uma coisa "sensata"! e) Por derradeiro, neste quesito, você passou a uma espécie de manifesto contra os "interesses egoístas das distribuidoras de energia" (?!) bradando quanto ao um suposto crime, por parte delas, pela instalação de "medidores viciados" e qualificando, de forma malicosa e venenenosa, o artigo como "falácias do articulista", "publicidade do desespero", posto que não estaria tendo sucesso em servir com eficácia os seus supostos senhores, as Distribuidoraas de emergia. f) Mas evidenciador mesmo do uso das técnicas de confundir e irritar o contendor, ou até esculhambá-lo e achincalhá-lo, como fazem os PeTralhas de plantão que pululam neste espaço democrático do CONJUR foram os seus comentários acerca dos erros de português do articulista (você, que se julga um Camões ou um Machado, certo?). g) Você enfim, conclui magistralmente a sua manquitolante "tese social" apontando que a culpa pela situação noticiada (FURTO de energia elétrica) é da "sociedade que nunca se preocupou com o problema da miséria" (pausa para secar uma lágrima que insiste em rolar pel canto do olho!) 2) Depois, você se sentindo atacado por um indireto comentário que eu fiz, começou a tecer uma série de acusações, todas nas mesmas linhas PeTralhas acima evidenciadas. 3) Ora, a matéria original, inclusive norteada pelo sua manchete, versa sobre a gatunagem de energia elétrica e de como essa "expropriação" não encontra maiores inaceitações por parte de parcela relevante da Sociedade, aliás, ao contrário, bastante tolerância; Eu considero isso um absurdo, porque ser pobre não significa e nem nunca significou ser sujo, desasseado, ignorante ou desonesto. E FURTO é crime! Com a leniência (ou as calças abaixadas, melhor dizendo) de parte da sociedade, culturalmente intoxicada pela midia "engajada", pelos "padres de passeata, chinelão e bolsa de couro" e quejandos, é que temos visto ir se esgarçando a trama do tecido social com todas as graves conseqüencias que hoje assistimos e que tendem somente a piorar. Foi só este o sentido do meu comentário. Quer um bom conselho? Não se dê maior importância do que a que você efetivamente tem, viu?

Richard Smith, aceite uma sugestão: leia “Como ...

João Bosco Ferrara (Outros)

Richard Smith, aceite uma sugestão: leia “Como vencer um debate sem precisar ter razão”, Editora Top Books, de ninguém menos do que Arthur Schopenhauer, traduzido por Olavo de Carvalho. Ah, se acolher a sugestão, não deixe de ler a introdução. É fantástica. A vida em minúsculos municípios do interior nordestino não pode ser tomada de exemplo para sustentar a prescindibilidade da energia elétrica nos dias de hoje. O atraso jamais poderá ser manejado como justificativa para qualquer coisa, porquanto opõe-se ao progresso negando-o. A energia elétrica é fundamental, não essencial, se é que é capaz de ter tino dessa diferença, para a vida moderna e para a implementação das políticas públicas de inserção social dos menos favorecidos na condições plenas que a caracterizam. Finalmente, seja mais altivo e não se deixe cair na vala comum da maioria dos brasileiros que confunde objetividade com falta de educação. A objetividade é fria e firme. Mas só os afetadamente melindrados por um desvio de personalidade é que a consideram pejorativa, agressiva, mal-educada, haja vista possuírem auto-estima em baixa, ou porque se sentem diminuídos, ou porque não a compreendem mesmo. Aí, desviam o argumento para o campo subjetivo, e tomam tudo, toda crítica, como algo pessoal. Não saber ler não é vergonha nenhuma. Todos nascemos analfabetos. Agora, ter cursado a faculdade de Direito e não entender o que lê, isso sim, constitui algo grave, mas nem de longe pode ser considerado um ataque pessoal, à medida que tem na sua base um texto objetivo, expresso de modo inconcusso. É natural e recorrente em um debate algum debatedor entender mal o que o outro disse. Isso é problema de comunicação. Mas daí a extravasar com generalizações apressadas para derruir o argumento alheio ou constitui um estratagema abjeto, ou decorre do não entendimento do que se leu. Se o senhor se desse ao trabalho de estudar um pouco mais de lógica, entenderia do que estou falando. A razão não é natural no homem. Somos tão inteligentes quanto um paquiderme. Mas podemos ser melhor, se trabalharmos sobre nós mesmos e desenvolvermos a razão segundo os critérios sólidos da lógica.

Meu caro e não muito educado João Bosco: ...

Richard Smith (Consultor)

Meu caro e não muito educado João Bosco: Achei muito curiosa a sua vestida de carapuça, posto que endereçei o inconformismo preambular de meu comentário, de forma absolutamente genérica. Talvez pelo seu "post" ter sido o maior e mais pomposo (além de mais incisivo também) você tenha se sentido mais atingido. Ora, nesse diapasão, e considerando que ambos não sejamos analfabetos, eu posso devolver, sem medo de estar sendo injusto, a sua acusação alternativa de que eu não entendo o que leio! O cerne da minha consideração foi no sentido de que, a "commodity" da energia elétrica não é absolutamente essencial à vida humana, haja vista que em diversos municípios do norte de Minas e do Agreste nordestino esta facilidade ou não existe ou existe de forma precária. Isso tudo para diferenciar o chamado "furto famélico", às vezes inevitável para o sustento da vida, da apropriação na "cara dura" da energia elétrica, mediante o seu desvio através de um par de fios! Para em seguidsa discorrer acerca da noção de "inocência" e da "falta de prejuízo a alguem" que este fato tem dentro de setores de nossa Sociedade! Simples assim. Dessa forma, sugiro que o senhor tome de toda a sua "lógica", "dialética", "premissas", hermenêutica e o escambau e reflita melhor quanto ao conteúdo do pensamento alheio, antes de afirmar que ele se desvia do assunto abordado. Passar bem.

Richard Smith, o seu problema é de português. O...

João Bosco Ferrara (Outros)

Richard Smith, o seu problema é de português. Ou o senhor não sabe ler, ou sabe, mas não entende o que lê. Em meu comentário afirmei a fundamentalidade da energia elétrica NOS DIAS ATUAIS E PARA A VIDA URBANA. De modo que não é possível comparar esse juízo de valor concludente sobre a importância da energia elétrica com situações completamente diversas, separadas no tempo e no contexto. Fazê-lo é de uma burrice atroz. Além de português, sugiro que estude um pouco de lógica, para aprender a não se desviar das premissas adotadas quando se formula e expõe um raciocínio. A menos que o senhor se tivesse oposto à premissa por mim empregada e apresentado outra para substituí-la, sua crítica não passa de erro comezinho, próprio de quem ignora a arte da dialética.

Gente o que falta não é vergonha, comida, din...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Gente o que falta não é vergonha, comida, dinheiro, estudo, diversão, água, luz, telefone, televisão, etc. etc. etc.. Isto tudo, com um jeitinho se arranja, ou se contorna. O que falta ao povo brasileiro é E M P R E G O !!!!!!!!! Bota essa gente toda para trabalhar que ela paga luz, água, telefone, etc. etc. Agora, acostumada que é, pelas benesses que o governo lhe dá (fome zero, sus, merenda, bolsa família, gás, luz para todos, etc. etc.) a ganhar tudo de graça, para que trabalhar não é ?

Confesso que eu chego a não entender o viés...

Richard Smith (Consultor)

Confesso que eu chego a não entender o viés de alguns comentários! A energia elétrica não é uma necessidade vital, haja vista que a humanidade pôde passar milênios sem ela. É apenas uma comodidade. Em assim sendo, como pode o camarada chegar lá do nordeste ou de outra região empobrecida do País, querer se instalar num cantinho do morro ou de uma Marginal aqui em São Paulo e "descolar" uma "luzinha", com dois pedaços de fio? Pomba, tudo tem um custo, um valor a ser despendido para a sua obtenção. Quem paga pela energia elétrica FURTADA? E o que tem as trampolinagens das concessionárias, reais ou PRESUMIDAS a ver com isso? Quer dizer que a firma que não deposita o FGTS dos funcionários pode ter os seus caminhões assaltados? Aonde é que está essa "compensação" social "cabocla" no nosso ordenamento jurídico? A tolerância social com este tipo de delito que pretende noticiar o artigo é fruto de uma doença que vem se alastrando em metástase entre nós, o "Pobrismo", doença esta intensamente estimulada pelo (des)governo "que aí está". Minha comadre esteve há uns três anos em visita à sua mãe numa cidade do interior de Pernambuco. Lá se deparou com uma multidão de homens, desempregados, fazendo nada o dia inteiro no centro da cidade. Reparou a comadre que as crianças estavam cheias de perebas, causadas por mosquitos que advinham da beira de um córrego que atravessa a cidade e que estava sujo e com o capim crescido. Na cidade o posto de saúde não funciona por falta de médicos e de equipamentos. Na tarde do primeiro sábado que lá passava houve a magnificente inauguração da mais nova obra da prfeitura da cidade...um chafariz! Pergntando à mãe e ao irmão porque os "machos" aceitavam aquela descuido todo por parte do prefeito e o esbanjamneto de dinheiro público num chafariz, eles responderam espantados: "ora, é porque ele é o prefeito!". Resumo da história, de tanto indagar e criticar esse tipo de coisas, teve a comadre que abreviar a sua estada por lá, porque se tornou "persona non grata" entre a maioria da população que ainda a chamava de "paulishta". Mas, quando esse pessoal vem para cá, começa, graças às Erundinas e martas favre da vida a achar que tem "direitos"! O que não tem de machos para irem exigir dos prefeitos das suas cidades, satisfações acerca da grana do Fundo de Participação dos Municípios que sai quase todo das regiões Sul e Sudeste, eles tem depois para exigir que se lhes dê água, esgoto, calçamento, creches, escolas, etc. E quando se não lhos dão...pegam! No aso presente ainda há uma terrível falácia, a de que estão furtando da "companhia", que é muito rica e "ladrona" e que, portanto, merece! E a ética e a moral dessa história, com esse tipo de pensamento? Sabe quando seremos um País de verade, competitivo, atraente ao capital estrangeiro produtivo, com esse tipo de pensamento/atitude, de parte de consideráveis parcelas da população? Vocês conhecem o dia de "São Nunca"? Esse é que é o buraco e que fica bem mais lá em baixo.

Assiste razão ao autor do artigo. O furto de e...

Observador (Outros)

Assiste razão ao autor do artigo. O furto de energia, àgua, etc. acaba sempre sendo paga pelos demais consumidores, pois o custo tais irregularidades acaba sendo repassado para a tarifa. As concessionárias de serviço público prestam um serviço remunerado, que pressupõe uma certa margem de lucro. Ninguém trabalha por muito tempo no prejuízo, senão a empresa quebra. Quem trabalha de graça não faz negócio, mas caridade, e ainda assim, alguém paga a conta com suas doações. Lamentavelmente, o que se observa, acima de tudo, é o grande desvio moral existente no país: a falta de respeito às regras, ao trabalho e ao direito de propriedade!

SEM QUERER BANALIZAR O FURTO DE ENERGIA, MAS PI...

Claudio Meireles (Advogado Autárquico)

SEM QUERER BANALIZAR O FURTO DE ENERGIA, MAS PIOR DO QUE ISSO É O QUE ACONTECE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM GERAL (EXECUTIVO, JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO, COM TANTA CORRUPÇÃO.

Trata-se de um artigo que em tudo parece ter si...

João Bosco Ferrara (Outros)

Trata-se de um artigo que em tudo parece ter sido encomendado. Talvez o escritório a que pertence o articulista seja o contratado para defender os interesses da distribuidoras de energia do Rio de Janeiro. Aí tudo se explica. A conclusão está eivada de sofismas, v.g., “non sequitur”, “ignoratio elenchi”, salto indutivo “ad terrorem” etc. Primeiro, não decorre do texto nada que possa conduzir à ilação de que existe uma quadrilha de fraudadores, mas tão somente que há consumidores furtando energia elétrica e que a sociedade local ou regional se compadece desse fato. Segundo, a tentativa de reverter a tolerância geral para com tais circunstâncias, alegando que elas implicam aumento de tarifas e perda de receita governamental, não passa de pueril argumento “ad terrorem”, secundado pela falácia “ignoratio elenchi”, porquanto desconsidera que o maior volume de furto de energia ocorre em comunidades carentes, que vivem no limbo da miséria, quais as favelas, locais onde os técnicos das distribuidoras não entram sem autorização daquele que manda na favela, e se entram, não fiscalizam nada. Essa situação só é possível porque aquelas pessoas foram simplesmente esquecidas pelo Estado e pela sociedade “ordeira” e contribuinte, e onde o Estado se ausenta, omitindo-se de cumprir seus deveres, dá azo para que surge um poder paralelo, um Estado dentro do Estado. O compadecimento da sociedade é até compreensível, pois o fazem para purgar sua culpa quanto a esse alijamento, ou para favorecer as pessoas que integram tais comunidades e mantê-las lá, onde moram, evitando que decidam invadir as áreas onde residem os membros dessa sociedade ordeira e contribuinte, pois o dia em que isto acontecer o Estado não terá meios de evitar, pelo menos não sem uma verdadeira carnificina. Então, a tolerância constitui uma atitude até sensata, a manter certo controle sobre um problema ou uma ameaça, esta sim, muito mais grave do que o simples furto de energia elétrica. Os interesses egoístas das distribuidoras de energia, que muitas vezes instalam medidores viciados que gradualmente passam girar com maior velocidade aumentando a marcação do consumo e, conseguintemente, a conta dos consumidores, não consegue esconder-se por trás das falácias utilizadas pelo articulista. Aliás, neste sentido, tenho dito que aquele que inventar um medidor pontual, a um preço barato, para ser instalado em cada ponto de consumo de energia elétrica dentro da casa ou da empresa do consumidor, e outro para ser instalado na caixa de entrada geral de energia elétrica, de modo que seja possível verificar imediatamente o consumo individual em cada ponto e o consumo total na caixa de entrada com precisão aferida pelo IMETRO, ficará milionário, pois o consumidor terá meios de confrontar a leitura dos relógios feitos pelas distribuidoras e comprovar aquilo que hoje não passa de simples suspeita: também elas fraudam o consumidor. Mas o que mais me impressiona no artigo são os erros de português cometidos pelo articulista, repita-se, advogado do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, um dos maiores do país. Já no segundo parágrafo grafou “sedem” em lugar de “cedem”. Aliás, não existe o verbo “seder”. Tampouco se pode cogitar de erro de digitação, já que as teclas “s” e “c” localizam-se em filas diferentes no teclado e são digitadas por dedos diferentes (para quem digita com os dez dedos, e se o articulista o faz com dois ou três o problema se agrava, porque normalmente quem faz isso olha para o teclado antes de digitar a letra). Logo em seguida, no mesmo parágrafo, grafou “intensificadas” com manifesto erro de concordância verbal, quando deveria ter escrito “intensificados”. Depois, “tem trazido”, repetindo o erro de concordância verbal, em lugar de “têm”. Bem aí até seria possível cogitar de erro de digitação, mas dados os dois precedentes, tal cogitação fica em segundo plano. Prosseguindo, escreve: “O Rio de Janeiro é recordista...” esquecendo-se da necessidade do artigo definido masculino “o” antes da palavra “recordista”, exigência esta reforçada porque substitui “Rio de Janeiro” pelo pronome “o” na oração seguinte: “e também o que dispõe...” Por tudo isso, considero que a culpa pelos “gatos” é da sociedade ordeira e contribuinte que nunca se ocupou seriamente do problema da pobreza e da miséria, nunca se ocupou com exigir medidas de controle da natalidade, mas sempre foi egoísta e só olhou para o próprio umbigo. Agora colhe o que plantou. Nos dias atuais a energia elétrica é mais do que uma necessidade básica. É mesmo imprescindível para a vida urbana. Sem ela resta comprometida a subsistência da pessoa, a qual constitui um valor que suplanta os interesses egoístas das distribuidoras, e a tolerância para com tais situações específicas funda-se ainda no princípio constitucional da solidariedade. O articulista, talvez porque seu escritório não esteja conseguindo apresentar resultados positivos em demandas dessa natureza, o que pode levar à perda da conta, parece estar apelando para a publicidade no desespero de manter o cliente. Essa sim, a conclusão que me vem a partir do artigo por ele escrito.

O nobre colega, não obstante possuir certa razã...

Silva (Advogado Autônomo)

O nobre colega, não obstante possuir certa razão, tendo em vista que a cultura do "ser esperto" ficou generalizada, infelizmente, até na nossa advocacia,não pode esquecer que os referidos "gatos" são feitos, de regra, pelos próprios funcionários da concessionária, que são os maiores incentivadores da colocação do referido "gato".Concessionária esta que não investe na seleção, no treinamento e no salário dos mesmos, para não gastar mais recursos, aumentando seus lucros já exorbitantes. Responde, assim, a dita empresa pela culpa in eligendo e in vigilando, conseqüência da sua própria desídia com os seus recursos humanos. O colega deve lembrar do tempo que trabalhar na companhia elétrica era motivo de orgulho e estatus. Sem contar os inúmeros casos de "armação" para extorquir o consumidor quando, na realidade nem existe o "gato", casos que já defendi. Deve a concessionária, sim, investir em material humano também, não somente em tecnologia, pois as máquinas são operadas pelos homens.

Nossa sociedade acostumou-se com o "pode tudo" ...

Marcelo J R Tavares (Advogado Autônomo)

Nossa sociedade acostumou-se com o "pode tudo" dos que detêem algum poder. Não seria mais palatável para todos não se cobrar pelos "gatos" e esses através de medidores instalados oficialmente, usufruir com energia oficial mais barata? Ah! Cobrar menos de mais não resolve? Façam uma amostragem e respondam: A realidade é que por mais que homem evolua na ciência, o faz para elaborar maneiras de lucratividade em cima daqueles que inexoravelmente necessita de determinado serviço ou bem. O que diferencia o nosso tempo dos primórdios? As definições pois as necessidades do ser humano ainda continuam sendo manipuladas pelo poder econômico.

É o chamado estado de necessidade. Pode ser ...

Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)

É o chamado estado de necessidade. Pode ser visto como um protesto pelas péssimas condições do brasileiro em sua maioria.

É o puro retrato do Brasil. A tolerância a "´pe...

Ruberval, de Apiacás, MT (Engenheiro)

É o puro retrato do Brasil. A tolerância a "´pequenos" crimes prepara o cidadão a aceitar os grandes trambiques (mensalão, sanguessuga, emenda da reeleição, Sivam, dólar na cueca, Silveirinha e Cia, Churrasqueiro, Lulinha e Telemar etc.)

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