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Obra maldita

O. J. Simpson é proibido de usar dinheiro de seu livro

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O ex-craque O. J Simpson está proibido de usar o dinheiro que recebeu de um livro de sua autoria, cujo lançamento foi cancelado. O juiz Manuel Real tomou a decisão com base no pedido do pai do namorado da ex-mulher de O.J. O bloqueio do dinheiro terá efeito até audiência marcada para o próximo dia 24 de janeiro. As informações são do site Findlaw.

O pai de Ronald Goldman entrou na Justiça com uma ação de indenização contra o ex-craque de futebol americano. O motivo foi o livro em que é relatado como ele teria matado sua ex-mulher Nicole Brown e Goldman, na época namorado de Nicole. A família Goldman pediu uma reparação de US$ 1,1 milhão.

Depois de escrever o livro Se eu tivesse feito, sobre o assassinato de sua ex-mulher, Simpson decidiu não autorizar a venda da obra. Ele teria recebido, como adiantamento, US$ 3,5 milhões pelo livro. Todas as cópias do livro foram destruídas, segundo advogados da editora Harper Collins.

A News Corp., dona da editora Harper Collins, cancelou o lançamento do livro. Cancelou também a entrevista do craque, que iria ao ar no dias 27 e 29 de novembro no canal Fox, também de sua propriedade.

Nicole Brown Simpson e seu amigo Goldman foram assassinados na Califórnia, em 1994. Acusado de ser o autor dos crimes, Simpson, um dos maiores astros do esporte dos Estados Unidos nas décadas de 80 e 90, foi julgado e absolvido.

Em 1997, foi submetido a um julgamento civil no qual foi considerado culpado e condenado a pagar US$ 33,4 milhões aos familiares das vítimas. A família Goldman ganhou uma ação civil de US$ 33,5 milhões pela sustentação, por parte da polícia, de que Nicole Brown teria sido morta por seu namorado.

A News Corp. chegou a classificar como "confissão" o livro de Simpson. Ele negou que o livro fosse uma confissão. Um exemplar do livro foi leiloado na internet. Foi vendido por US$ 1,5 mil, após receber mais de 140 ofertas de compra. A obra foi oferecida por um vendedor do Texas não identificado no site eBay.

Segundo o advogado Jonathan Polak, Simpson criou uma editora chamada Lorraine Brooke Associates, em março, para tentar burlar ações que reclamassem lucros na obra. Polak é incisivo: diz que a publisher da editora HarperCollins, Judith Reagan, demitida, e o magnata Rupert Murdoch, dono da News Corp, devem deixar claro no tribunal sobre quanto pagaram ao craque Simpson.

Simpson disse que gastou boa parte do que já recebeu pelo livro. O chairman e magnata das comunicações Rupert Murdoch, que cancelou na última hora todo o projeto, pediu formalmente desculpas “a quaisquer dores que tenha causado nas famílias das vítimas.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 5 de janeiro de 2007, 16h20

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