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Guerra do Iraque

Tenente que não foi à guerra alega que está sem chance de defesa

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O advogado de um oficial do Exército dos Estados Unidos, que serve em Honolulu (Havaí) e se recusou a ir para o Iraque, afirmou que ele está sem chance de se defender. Segundo o advogado, os promotores militares não querem dar ao tenente essa oportunidade. Ele não foi à guerra do Iraque alegando que ela era ilegal. As informações são do site Findlaw.

“Eles postulam que o único fato jurídico que importa é se uma ordem foi dada ou não para o tenente Watada, se ele se negou a cumpri-la, e se ele eventualmente fez certas declarações sobre o tema à imprensa”, disse o advogado Eric Seitz.

As audiências do primeiro-tenente Ehren Watada começam, nesta sexta-feira (5/1), em Fort Lewis, Washington.

Watada se recusou a ir para o Iraque em 22 de junho de 2006. Nesta sexta-feira, será discutido se a oposição pessoal de Ehren Watada à guerra pode ser um argumento juridicamente incorporável à sua defesa. O advogado disse que os promotores militares já ajuizaram ações para excluir esse argumento de defesa.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2007, 17h20

Comentários de leitores

2 comentários

De pleno acordo. Não devia ter entrado. Tanto e...

Band (Médico)

De pleno acordo. Não devia ter entrado. Tanto entrou voluntário que é oficial, onde em nenhum país se pode ser sem ser voluntário e estudar muito para ser formado!

Ridículo! Exceto aos "objetores de consciên...

Richard Smith (Consultor)

Ridículo! Exceto aos "objetores de consciência" (Testemunhas de Jeová e Amishs, por exemplo) que repudiam, por definição, qualquer poder militar e qualquer ação armada, não é dado a um militar recusar a prestação de serviço, desde que conforme a Convenção de Genebra, por discordar dos "motivos" e da "legalidade" de um conflito! Senão resvalariamos para a quebra da hierarquia, fundamental para o funcionamento de um unidade de combate, caindo no "assembleísmo": o comandante manda os capitães reunirem a soldadesca e consultá-los se devem entrar em combate ou não, a que horas e de que forma. Acho que não iria nada bem uma batalha assim, não acham? A situação é mais grave ainda por tratar-se o exército americano de uma instituição profissional VOLUNTÁRIA, ou seja, sem soldados recrutados pela obrigatoriedade de prestação de serviço militar. Ou seja, na hora do bem-bom, com salário garantido, assistência médico-odontológica gratuíta, treinamento, cursos de especialização, cursos escolares por conta do governo, etc. está ótimo. Mas na hora de entrar em combate, função precípua de um corpo militar... É muita safadeza, ou pura covardia!

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