Consultor Jurídico

General nos EUA defende gays na carreira militar

4 de janeiro de 2007, 14h18

Por Claudio Julio Tognolli

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John Shalikashvili, general aposentado nos Estados Unidos, não é mais contra gays seguirem a carreira militar. Uma vez, frente ao staff do Pentágono, ele adotou a famosa prática do “não diga, não pergunte” – uma política para não tocar na questão da homossexualidade quando das perguntas básicas para admissão nas Forças Armadas. A informação é do site Findlaw.

John Shalikashvili, aposentado em 1997, após ter sido o militar de mais alta patente nos Estados Unidos, chegou a defender que “permitir homossexuais a servirem pode machucar a moral da tropa e ainda minar a coesão das unidades de combate”. Agora, mudou de opinião.

“Conversas com combatentes gays me mostraram como eles podem agora ser admitidos sem problemas”, escreveu John Shalikashvili em sua coluna do matutino The New York Times.

A atual política dos Estados Unidos, adotada juridicamente, é a de uma legislação aprovada no Congresso em 1993, após acalorados debates, pela qual gays e lésbicas só podem ser admitidos no serviço militar se mantiverem em sigilo suas orientações sexuais. Ou seja: comandantes não perguntam, homossexuais não revelam.

John Shalikashvili cita uma pesquisa patrocinada por Michael D. Palm Center, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, que escutou 454 militares que serviram no Iraque e Afeganistão – três quartos deles se disseram homossexuais.