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Excesso na ilha

FBI divulga relatório que aponta tortura em Guantánamo

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Agentes do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, divulgaram nesta quarta-feira (3/1) um relatório com 12 casos de maus tratos cometidos na Base Militar de Guantánamo, em Cuba, onde os americanos mantêm presos algumas centenas de supostos terroristas. Entre os relatos, há o de um detento que teve a cabeça enrolada e atada por ter cantado versos do Alcorão e outros dois que foram pendurados pelos cabelos.

Segundo o site Findlaw, o FBI diz que as torturas foram praticadas pelos militares para obter confissões de “inimigos de combate”. O dossiê do FBI sustenta que uma guarda feminina do exército costumava “derramar o seu sangue menstrual no rosto de detentos”. Outro torturador teria se vestido de padre e torturado prisioneiros como forma de “batismo”.

Entrevistados pelo FBI, os torturadores classificam a violência como “técnicas de investigação aprovadas por oficiais do Departamento de Defesa e pelo ex-secretário Donald Rumsfeld”. O porta-voz militar do Pentágono, Joe Carpenter, afirmou que as denúncias dos 12 casos já estão sob apuração “e não são novas”.

A prisão da base naval de Guantánamo foi criada em 11 de janeiro de 2002. Para lá foram enviados os prisioneiros capturados pelas forças dos Estados Unidos que invadiram o Afeganistão logo após os atentados contra as torres gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Outros suspeitos de terrorismo também foram enviados para a prisão.

Desde sua inauguração, já passaram pela ilha 775 prisioneiros, classificados como “inimigos combatentes”, sem acusação, processo ou julgamento. Entre os presos, 17 eram menores de 18 anos. Hoje, estão na prisão 430 prisioneiros de 35 diferentes países, mas nenhum americano. Os outros 435 presos foram enviados de volta a seus países.

Nos quase cinco anos de funcionamento da prisão, nenhum prisioneiro foi condenado. As dez denúncias apresentadas pelas comissões militares de julgamento foram consideradas ilegais pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

As condições a que são submetidos os prisioneiros são tão duras que 40 deles tentaram suicídio. Segundo a Anistia Internacional, em setembro passado 14 novos prisioneiros foram transferidos para Guantánamo.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2007, 16h27

Comentários de leitores

24 comentários

Sempre que um indivíduo ou uma coletividade [pa...

José Inácio de Freitas Filho. Advogado. OAB-CE 13.376. (Advogado Autônomo)

Sempre que um indivíduo ou uma coletividade [partido, nação "et similia"] se apresenta sob o manto da infalibilidade ou da superqualificação moral e/ou científica/técnica, devemos desconfiar e desconfiar não por sectarismos ou regionalismos, mas porque não há ser humano nem instituição humana perfeitos. Tal é inegável. Ainda assim, sempre há Estados e indivíduos prontos a abraçar semelhante engodo, com o desejo de prevalência sobre o restante do mundo ["antes o primeiro numa vila, que o segudo em Roma", no dizer daquel'outro imperador no Lácio]. O exemplo maior disto [talvez até maior do que o dos Estados do facismo, nazismo, socialismo bolchevique, maoísmo etc.] sejam os Estados Unidos da América, auto-denominados guardiães da democracia e da paz mundial [ainda que, ao lado dos demais integrantes do Conselho Permanente de Segurança da ONU, sejam os maiores fabricantes de material bélico neste orbe]. Guantánamo é a prova [viva, inconteste, insofismável] de que os EUA são somente mais um país, com as mesmas pretensões de primazia que nos atingem a todos, em maior ou menor grau. E ante esta verdadeira excrescência político-jurídica, as Nações Unidas se calam, assim como a União Européia. Aliás, em sede de direitos humanos, que país no mundo [à exceção de uns poucos realmente dignos de menção, como - os "paraísos na Terra" - Suíça, Luxemburgo, Suécia, Canadá e assemelhados] não terá o seu "telhado de vidro"?... Façamos, portanto, nossa parte e, então, cobremos a efetivação dos direitos fundamentais da pessos, fora de nossas fronteiras. ____________________ José Inácio de Freitas Filho {Advogado - OAB/CE n.º 13.376. Ex-Presidente da Comissão de Direito Internacional & Relações Exteriores da OAB/CE.}

Parece que o "Quaderni Sclavo di Diagnostica Cl...

Band (Médico)

Parece que o "Quaderni Sclavo di Diagnostica Clinica e di Laboratori" só publicou este artigo, porque não se acha esta revista. E o único trabalho e cargo que o Dr Edoardo Linoli ocupou na vida foi este trabalho! Assim como um inexistente “Higher Council of the World Health Organization” que teria tido a única função fazer uma conferência do único trabalho do Dr mas não publicou as conclusões do mesmo em lugar nenhum! Parece até as confirmações do Santo Sudário! Nada de sério!

LINOLI R. - "Richerche istologice, immunologi...

Richard Smith (Consultor)

LINOLI R. - "Richerche istologice, immunologice e biochimiche sulla carne e sul sangue del Miraculo Eucaristico di Lanciano (VIII seculo)" Separata de "Quaderni Sclavo de Diagnostica" 1971 vol 7, fasc.5 - Edit, Meini - Milão O resto mando depois.

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