Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Liberdade de expressão

Irritado com repórter, Chávez volta a criticar jornal O Globo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, novamente fez duras críticas ao jornal O Globo durante entrevista coletiva neste sábado (24/2). Chávez ficou irritado com uma pergunta do repórter Pablo López Guelli, do site G1, portal das organizações Globo. Em visita ao Rio, em janeiro, ele já havia criticado o jornal.

O jornalista questionou o presidente venezuelano sobre um processo judicial contra o humorista Laureano Márquez, que foi condenado a pagar US$ 19,6 mil (cerca de R$ 40 mil) por ter publicado um editorial no jornal Tal Caul em que citava a filha de nove anos de Chávez. O jornalista perguntou ainda sobre a decisão do governo em não renovar a concessão da oposicionista Radio Caracas Television (RCTV), uma das mais antigas do país.

“Você é bem-vindo aqui como cidadão sul-americano, mas O Globo não é bem-vindo. É uma cadeia cujos proprietários são a pior espécie da extrema-direita, e é bom que o povo venezuelano saiba disso. Há anos, eles atuam contra a integridade da Venezuela, do povo venezuelano e contra mim. Eles estão tentando sabotar minha integração com o Brasil. São oligarquias. Eu espero que você não seja indigno de sabotar minha integração com o Brasil. Caso contrário, você estará sendo indigno de ser brasileiro”, disse Chávez ao repórter.

Para Chávez, há democracia na Venezuela e o seu governo não limita a liberdade de expressão. “Aqui tem liberdade de expressão até em excesso, tal e qual Lula me disse uma vez”, afirmou o presidente

Sobre a condenação do comediante, Chávez respondeu que foi uma decisão judicial “com a qual eu não tenho nada a ver, absolutamente nada a ver. Tentaram superdimensionar uma multa".

Já sobre RCTV, o presidente afirmou: "Que posso responder se é uma atribuição legal e legítima do governo dar ou não concessão a um canal de televisão? Isso não deve ser explicado".

Após as respostas, Chávez atacou o repórter e, de novo, a Globo. "Não vou opinar mais sobre este assunto, que tem a ver com a soberania dos poderes na Venezuela. Você está entrando em algo que é sagrado: a soberania deste país."

Chávez disse ainda que sabia que o jornalista foi à Venezuela cumprir instruções de seus chefes. “Experimente escrever algo que seus chefes não gostem para ver se eles não te demitem imediatamente. Uma ditadura é o que há em meios de comunicação como O Globo.”

Revista Consultor Jurídico, 26 de fevereiro de 2007, 16h46

Comentários de leitores

16 comentários

Caro Plinio Gustavo Silva, Como Vsa menciono...

Fernando Rizzolo (Advogado Autônomo)

Caro Plinio Gustavo Silva, Como Vsa mencionou meu nome, isso me concede o direito a uma réplica, sempre respeitando a opinião do Nobre amigo. Que país da América Latina, sob “regime legitimamente eleito”, houve “redução da independência entre os Poderes, restrições à liberdade de imprensa e formas de legitimação que prescindem dos mecanismos democráticos tradicionais”? Na Venezuela, por exemplo, foi a oposição que resolveu boicotar as eleições para o parlamento – e só existe uma razão para uma oposição boicotar eleições: porque escolheu chegar ao poder através do golpe, e não de eleições democráticas. E tanto isso é verdade que houve um golpe, cuja primeira medida foi fechar o parlamento e a Justiça. Não foi Chávez quem o fez, mas os golpistas. Enquanto isso, os monopólios de mídia simplesmente acabaram com a liberdade de imprensa, inclusive transformando uma concessão pública, a TV, em instrumento golpista. A única coisa que permitiu a existência da liberdade de imprensa foi a ação do governo, aliás bastante moderada, ao coibir esses monopólios de mídia, apesar de que continuam existindo e sabotando – apenas sua ação tem cada vez menos efeito. Em suma, o que houve sob o governo Chávez foi uma espetacular ampliação da democracia, ou seja, da participação popular, com instituições bem definidas. Na Venezuela - como, aliás, no Brasil, na Bolívia, e em qualquer parte do mundo - é a direita que atenta contra as instituições democráticas. Realmente, não foram os mecanismos democráticos “tradicionais” - ou seja, o parlamento e a Justiça - que permitiram ao povo venezuelano derrotar o golpe de Estado. Pela simples razão de que os golpistas haviam acabado com esses “mecanismos democráticos tradicionais”. O que significa apenas que a democracia na Venezuela é mais ampla do que o parlamento, a Justiça e outras instituições. Não é um caso único: o mesmo acontece no Brasil – basta ver o presidente Lula, na sua posse, cumprimentando o povo – e em qualquer democracia verdadeira. Ir além dos “mecanismos democráticos tradicionais” nada tem a ver com “populismo”, seja lá que significado se dê a essa palavra. Também não significa a abolição dos “mecanismos democráticos tradicionais”. Apenas, e tão somente, significa que a população, antes excluída, agora faz parte realmente da democracia. Por isso, é natural que Lula e Chávez prezem o contato direto com o povo. Agora , com todo o respeito, que Vsa merece, entender que o governo Chavez é ditador, e que ser democrata é prestar vassalagem e fazer o jogo da mídia golpista comprometida com o interesses internacionais é papel sim de conservadores e reacionários. Temos que fazer uma reflexão sobre a real Democracia aquela que realmente tutela o interesse do nosso povo, da maioria, dos mais humildes, e a OAB sempre foi a guardião dos excluídos ! Um grande abraçao!

A IMPRENSA SE ACHA O 4o PODER NÃO FICA DIFERENT...

Augustão (Prestador de Serviço)

A IMPRENSA SE ACHA O 4o PODER NÃO FICA DIFERENTE DESTA ESQUERDA ARROGANTE,PREPOTENTE, VAIDOSA E DITADORIAL, UM AMIGO QUE É MEMBRO DE UM CERTO PARTIDO DE ESQUERDA ME DIZ QUE SE ENGANA QUEM PENSA QUE JÁ PASSAMOS POR DITADURA, QUE AS MAIORES DITADURAS NO MUNDO SÃO DE ESQUERDA QUE MUITAS VEZES JÁ TEVE RECEIO COM CERTOS COMPANHEIROS DE PARTIDO COM CERTAS IDEIAS PARA O BRASIL.

digo, perguntasse.

Armando do Prado (Professor)

digo, perguntasse.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 06/03/2007.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.