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Grampo no palácio

Jornalista inglês é preso por grampear família real

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O jornalista inglês Clive Goodman foi preso na semana passada por ter grampeado “centenas de vezes” celulares de pessoas ligadas à família real. O jornalista, que é editor de assuntos reais do jornal britânico News of the World, ouviu recados da caixa postal de Paddy Harverson e Helen Asprey, assessores do príncipe Charles e Jamie Lowther-Pinkerton, secretário dos príncipes William e Harry.

O editor de 49 anos passará quatro meses preso, enquanto seu cúmplice, o detetive particular Glenn Mulcaire, 36, pegou seis meses de prisão. Ambos confessaram a espionagem de janeiro de 2005 a agosto de 2006, quando foram presos.

Goodman e Mulcaire chegaram a efetuar mais de 600 ligações para a caixa postal dos celulares. O detetive admitiu ainda outros cinco casos de escuta clandestina e terá que pagar € 18.450 ao jornal.

O tribunal de Old Bailey, de Londres, disse que a dupla montou um esquema "relativamente sofisticado" para grampear a Clarence House, residência de Charles. "Não se trata de um caso de liberdade de imprensa. Trata-se de uma grave, indesculpável e ilegal invasão de privacidade. Os alvos eram membros da família real. A família real detém uma posição única na vida deste país. É grave, de fato”, disse o juiz Gross, responsável pelo caso.

O caso foi descoberto porque notícias sobre os príncipes despertaram suspeitas de que a família real e seus funcionários estariam sendo espionados. O jornal suspendeu Goodman depois de ele ser indiciado, em agosto de 2006, e pediu desculpas à família real pela "brutal invasão de privacidade".

A dupla também grampeou os telefones do publicitário Max Clifford e do presidente da Associação de Jogadores Profissionais, Gordon Taylor e da modelo australiana Elle McPherson. Goodman conseguiu grandes furos sobre a princesa Diana na década de 1990, mas seus colegas achavam estranho que ele nunca saia da redação.

Após ser conhecida a sentença, o diretor do News of the World, Andy Coulson, demitiu-se do cargo assumindo responsabilidade pelo escândalo. O jornal, que pertence ao magnata de australiano Rupert Murdoch, é um dos mais vendido no Reino Unido.

Os tablóides britânicos dedicam grande espaço de seu noticiário para fofocas e escândalos sobre a família real. A vida da realeza é considerada uma novela para os ingleses. Na década de 1990, as páginas dos jornais estavam repletas de transcrições de gravações em que Charles e Diana, conversavam apaixonadamente com seus amantes pelo telefone.

No começo do ano, o príncipe William pediu que a imprensa parasse de perseguir a namorada dele, Kate Middleton. Fotógrafos e cinegrafistas haviam acampado diante da casa dela devido a rumores de um noivado.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 10 de fevereiro de 2007, 0h01

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