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Pego no ato

Homem é preso em flagrante ao tentar se passar por advogado

Lourival Soares Silva foi preso, nesta terça-feira (6/2), em Goiânia, por tentar se passar por um advogado durante audiência de divórcio consensual. A prisão foi decretada pelo juiz Osvaldo Rezende Silva, do 1º Juizado Especial Criminal de Goiânia.

De acordo com os autos, depois de constatada a falsidade ideológica, o juiz suspendeu a audiência e determinou a lavratura do termo de ocorrência. Uma cópia do documento foi encaminhada à OAB de Goiás e do Distrito Federal. Lourival Soares Silva foi conduzido ao 19º Distrito Policial. Uma pesquisa constatou que há nove processos tramitando no juizado nos quais Lourival figura como advogado.

O fato ocorreu pela manhã, logo após o início da audiência. Depois de verificada a presença do juiz e do promotor, bem como das partes, foi solicitada ao falso advogado a comprovação de sua inscrição na OAB. Lourival Soares Silva disse que havia esquecido sua carteira em casa. O escrivão entrou em contato com a OAB do Distrito Federal e foi informado da inexistência da inscrição usada por Silva.

Segundo os autos, o escrivão constatou também que Silva falsificava a assinatura da advogada Esther Pimenta Vieira Fernandes, utilizando sua inscrição, porque sabia que ela só atuava em Rio Verde (GO) e, portanto, o risco de descobrir que sua inscrição estava sendo utilizada de forma criminosa em Goiânia era pequeno.

Com relação à audiência no divórcio consensual, o juiz determinou que as partes constituam regularmente um advogado para que seja marcada nova data.

Revista Consultor Jurídico, 7 de fevereiro de 2007, 16h33

Comentários de leitores

2 comentários

TENTOU SE PASSAR POR ADVOGADO ??? COITADO......

RAFAEL ADV (Procurador do Município)

TENTOU SE PASSAR POR ADVOGADO ??? COITADO... É MASOQUISTA ??? ehehehheheheheeee

Deve-se agradecer ao Magistrado que exigiu a ap...

Cícero José da Silva (Advogado Autônomo - Criminal)

Deve-se agradecer ao Magistrado que exigiu a apresentação da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil, o que inclusive deveria ocorrer em toda a repartição pública, que além de obrigar a apresentação do documento, deveria consultar o cadastro de advogados junto a Seccional apontada como o local onde o profissional está inscrito, para verificar se às informações são verdadeiras, e se não existem restrições, como suspensão e até mesmo exclusão dos quadros da advocacia, pois aqui em São Paulo, infelizmente os falsos advogados agem impunemente, aplicando golpes com escritórios devidamente montados, distribuem panfletos nas portas dos estabelecimentos prisionais, acompanham prisões em flagrantes nas delegacias de polícia, freqüentam as salas destinadas a advogados, chegando até mesmo ao absurdo de marcarem encontros com seus clientes nas dependências das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil para darem maior credibilidade a seus golpes.

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