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Quanto vale

Marco Aurélio diz que trocaria salário com deputado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio, afirmou nesta segunda-feira (5/2) que trocaria seu salário pelo de um parlamentar. “Eu faço um desafio: troco o que eu ganho pelo que ganham os deputados e senadores. Vamos colocar no lápis as vantagens dos parlamentares. Se essas vantagens não foram três vezes maiores, eu saio”, disse o ministro, em uma aula inaugural do curso de Direito da FMU, em São Paulo.

O ministro fazia referência à proposta de congelamento do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal até que as remunerações dos membros dos três poderes sejam a mesma. Um teto salarial seria estabelecido de forma definitiva pelo Congresso. Segundo Marco Aurélio, parlamentares ganham mais que os juízes porque agregam “acessórios” que engordam os vencimentos.

A polêmica sobre salários entre o Judiciário e o Legislativo começou no final do ano passado. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal derrubou o ato das Mesas Diretoras do Senado e da Câmara, que reajustava os subsídios dos parlamentares em 91% (R$ 12,8 mil para R$ 24,5 mil, o mesmo de um ministro do STF). O presidente da República ganha R$ 8,8 mil, enquanto o ministro de Estado leva R$ 8,3 mil.

Parlamentares reagiram à provocação de Marco Aurélio. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cobrou na tribuna do Senado que os ministros do STF também exponham detalhadamente “vantagens e apoios que recebem para exercer o cargo”.

“Cada poder tem sua estrutura e sempre a estrutura será menor que a necessidade”, diz o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, que evita entrar em confronto com o ministro. “Não entendo a declaração dele como confronto, mas, sim, como explicação do que ganha um ministro do STF”, disse.

Os deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e José Carlos Aleluia (PFL-BA) afirmaram que Marco Aurélio deveria ser convidado pela Câmara a participar das discussões sobre salários. “Ele deve nos ajudar a buscar alternativas para definirmos um salário que não desrespeite a população brasileira”, disse Jungmann. “Acho que o ministro está certo. Tem que parar com esses penduricalhos nos salários dos deputados. Os dois ganham muito e a questão é discutir a redução destes valores”, afirmou Aleluia.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não comentou a declaração de Marco Aurélio. Mas afirmou que o reajuste de salários no Congresso não será prioridade. “Isso não será discutido. Não é prioridade. Disse que seria resolvido em breve, mas não de imediato. Quero ouvir os líderes, vou propor que reúnam suas bancadas. E, depois, vai a plenário”, disse o petista.

Revista Consultor Jurídico, 5 de fevereiro de 2007, 20h31

Comentários de leitores

14 comentários

Tanto a turma do Marco Aurélio, quanto a dos de...

Wilson (Funcionário público)

Tanto a turma do Marco Aurélio, quanto a dos deputados, usam o dinheiro do orçamento público para se cobrir de privilégios. O presidente do TSE só fez mais um comentário hipócrita! Está mais do que na hora de acabar com esssas farras salariais que juízes e parlamentarem promovem com o dinheiro público. Juízes e parlamentares estão ganhando muito pelo pouco que fazem. Chega de tanta mordomia!

Eu também troco!!!!!!!!!

E. COELHO (Jornalista)

Eu também troco!!!!!!!!!

"Eles querem aumento, mas não vão trabalhar ...

Defensor Federal (Defensor Público Federal)

"Eles querem aumento, mas não vão trabalhar Marcelo Rocha Do Correio Braziliense Carlos Moura/CB 06/02/2007 07h49-Se o discurso nos corredores da Câmara é o do resgate de credibilidade e rapidez na votação de projetos, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), terá que se esforçar para convencer os deputados a comparecer ao trabalho. Na primeira sessão ordinária do ano, realizada nesta segunda-feira, a Mesa Diretora registrou, às 18h07, a presença de apenas 25% dos 513 parlamentares empossados na quarta-feira passada. Assinaram presença 131 congressistas." MAIS NADA A DECLARAR ...

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