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Imprensa na guerra

EUA negam dados de militares que mataram repórter espanhol

O caso do repórter espanhol José Couso, morto em Bagdá, pode levar a Espanha a suspender o tratado de reciprocidade judicial com os Estados Unidos. O governo americano negou dados sobre três militares que mataram o jornalista da rede Tele 5 no começo da Guerra do Iraque. A informação é do jornal El País

O juiz da Audiência Nacional, Santiago Pedraz, solicitou para a Embaixada americana por escrito, há 10 dias, informações simples sobre três militares como nome, idade e endereço. Sem estes dados, o juiz não consegue emitir um inédito Mandado de Busca e Captura Internacional por Crimes de Guerra para a Interpol

O porta-voz da embaixada, John Law, respondeu que o seu país investigou o assunto e que o governo espanhol já havia sido informado dos resultados. “Os soldados atuaram conforme as regras de combate operativo da zona”, disse Law ao jornal espanhol.

Com a negativa, Pedraz estuda levar para a Sala Penal da Audiência e ao Poder Judicial a sugestão para que se suspenda o convênio de colaboração judicial entre os países. Caso seja aceita, a medida tornaria ilegal as petições de juizes americanos a Espanha.

José Couso era repórter de imagem da Tele 5 e morreu no dia 8 de abril de 2003 em um ataque do exército dos Estados Unidos ao Hotel Palestina, em Bagdá, onde estavam os jornalistas internacionais que faziam a cobertura da invasão do Iraque.

No mesmo ano da morte, a família de José Couso apresentou uma queixa-crime contra o regimento de infantaria 3. O ataque matou também o repórter ucraniano Taras Protsyuk, da agência Reuters, e feriu outros três jornalistas.

Em 2005, a Audiência Nacional disse que não era competente para este assunto. A família recorreu ao Tribunal Supremo, que resolveu que a Audiência era sim competente.

Os três militares são o sargento Thomas Gibson, que efetuou o disparo de um tanque Abrams MI, o capitão Philip Wolford, comandante da unidade, e o tenente-coronel Philip de Camp, comandante do regimento que deu ordem para disparar.

Revista Consultor Jurídico, 5 de fevereiro de 2007, 15h33

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