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Prova do crime

Cinegrafista que se negou a entregar imagens fica preso nos EUA

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Um cinegrafista freelancer que se recusou a entregar suas imagens às autoridades, num protesto feito em 2005, deve continuar preso. A decisão é de uma corte federal de São Francisco, segundo o site Findlaw.

Joshua Wolf, 24 anos, está preso desde agosto de 2006. A Justiça Federal de São Francisco analisou o caso do encontro dos líderes dos países mais ricos do planeta, o G-8. Na ocasião, anarquistas foram acusados de depredar um carro da Polícia. Um oficial de polícia teve o crânio fraturado. Joshua Wolf negou-se a entregar seus 30 minutos de vídeo em que conseguiu capturar as imagens dos acusados de vandalismo.

O juiz William Alsup, do Nono Circuito de Apelações dos Estados Unidos, entendeu que todos, incluindo jornalistas, devem se apresentar ao júri quando seus depoimentos são solicitados. Esse precedente foi criado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, em 1972. Quem se nega a cumprir a solicitação vai para a prisão. O cinegrafista deve ficar na cadeia até julho.

Wolf pediu há um mês que o juiz Alsup o libertasse. Alegou que a prisão jamais iria coagi-lo a entregar as imagens. Argumentou, ainda, que em janeiro a Polícia derrubou as acusações sobre o suspeito de praticar o vandalismo contra o carro policial e de agressão ao oficial.

O juiz negou a liberdade, na quarta-feira (31/1), com base em declaração do promotor do caso. Segundo o promotor, o advogado do cinegrafista, Martin Garbus, teria oferecido a entrega das imagens desde que seu cliente não tivesse de identificar quem eram os agressores. “Isso dá dimensão ao fato de que a cadeia pode estar funcionando com o efeito de coerção esperado”, disse o juiz.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 1 de fevereiro de 2007, 10h04

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