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Turismo sexual

Justiça condena turistas que molestaram mulher no Rio

Os turistas italianos Ângelo Simonetti e Ciro Bocchetti foram condenados por molestarem uma mulher, num shopping center do Rio. A decisão é do juiz Alcides da Fonseca Neto, da 11ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. que condenou Simonetti a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado e Bocchetti, a dois anos de reclusão, em regime aberto. Os dois já voltaram para a Itália.

Em janeiro de 2006, a mulher trabalhava em um quiosque do Shopping Rio Sul quando foi agarrada por trás pelo quadril por Simonetti. Ao se virar indignada, a mulher, que estava grávida, foi ofendida por Bocchetti com palavras de baixo calão. Ele disse que as mulheres brasileiras não prestavam. Os turistas foram retirados pelos seguranças do shopping e levados a uma cabine da Polícia Militar, onde tentaram subornar os policiais.

Os dois chegaram a ser presos preventivamente, mas foram liberados em março e viajaram de volta para a Itália. O juiz voltou a decretar a prisão dos dois por entender que eles quebraram o compromisso de informar os seus endereços no Brasil, não devolveram os passaportes e seus advogados abandonaram o processo. Ofícios foram enviados para a Polícia Federal. Segundo Fonseca Neto, provas colhidas mostram que os italianos vieram ao Brasil para fazer turismo sexual.

“Os indícios são muito fortes de que eles vieram fazer, como muitos outros, turismo sexual no Brasil e pensaram que todas as mulheres brasileiras, mesmo as grávidas, estavam à disposição deles para qualquer coisa”, afirmou o juiz.

De acordo com Fonseca Neto, a condenação serve para prevenir outros turistas estrangeiros. “A presente sentença condenatória deve ter uma função clara de prevenção geral, a fim de que seja mostrado a eles e a todos os outros turistas estrangeiros que aqui chegam com sexo na cabeça, que a mulher brasileira é sensual, bonita e atraente sim, mas não é mercadoria para ser abatida em qualquer quiosque de um shopping”, ressaltou.

Simonetti foi condenado pelo crime de atentado ao pudor — a condenação foi agravada pelo fato de a mulher estar grávida — e por corrupção ativa. Bocchetti foi condenado por corrupção ativa. Fonseca Neto considerou que o italiano praticou uma conduta censurável quando xingou a vendedora, mas as palavras caracterizaram apenas o crime de injúria, que é tratado em outro processo movido pela mulher.

Revista Consultor Jurídico, 20 de dezembro de 2007, 16h10

Comentários de leitores

4 comentários

De nada adianta a Interpol os procurar. Se são ...

Dirceu Augusto (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

De nada adianta a Interpol os procurar. Se são italianos e por lá estão, nada lhes acontecerá. Não se extradita nacionais. Assim, no final da matemática, nada acontecerá ...

Justiça que tarda, falha.

J.Henrique (Funcionário público)

Justiça que tarda, falha.

Vale a pena uma observação. Condenados, como e...

HERMAN (Outros)

Vale a pena uma observação. Condenados, como estão, poderão ter seus nomes incluídos na lista de procurados da Interpol (difusão vermelha), e, assim, presos em qualquer país do mundo e extraditados para o Brasil afim de cunprirem as penas impostas. Antes de comentarem que a sentença não terá efeito, prestem atenção neste relevante ponto.

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