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Preso ao clube

Justiça nega quebra de contrato de Thiago Neves com o Paraná Clube

A juíza Ingrid Castellano Ayres, da 18ª Vara do Trabalho de Curitiba, negou o pedido do meia Thiago Neves para romper contrato com o Paraná Clube, na segunda-feira (17/12). Com a decisão, o atleta mantém vínculo com o clube até fevereiro de 2009. A multa rescisória contratual é de R$ 3,9 milhões, mas o valor estabelecido pela juíza é de R$ 748 mil.

Para romper o contrato, Thiago Neves e seus representantes devem pagar a multa ou fazer um acordo com o clube, segundo despacho da juíza. O vice-presidente jurídico do Paraná Clube, Luís Carlos Castro, disse que espera um acordo.

Se não quiser acordo, o jogador pode recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, do Paraná. “Acredito mais que os empresários e o jogador vão nos procurar para uma conversa e, quem sabe, um acordo, porque os próprios procuradores e as empresas deles (Systema e LA Sports, de Leo Rabello e Luiz Alberto Oliveira, respectivamente) foram excluídos do despacho da juíza. Ou seja, a questão econômica é entre Thiago Neves e Paraná, com o clube sendo o destino do total da multa rescisória”, afirmou Castro ao site G1.

As porcentagens dos direitos federativos de Thiago Neves (68% de Rabelo e 32% de Oliveira) também estão em suspenso. Uma segunda ação corre na Justiça questiona a divisão cedida pelo ex-presidente do Paraná, José Carlos de Miranda.

A decisão da juíza excluiu o Palmeiras, clube com o qual Thiago Neves assinou um pré-contrato em agosto deste ano. “O Palmeiras entrou no processo se opondo à rescisão pedida pelo Thiago Neves, mas a juíza também excluiu o time paulista desta ação, apesar do pré-contrato assinado pelo jogador”, diz o diretor jurídico.

Se não houver acordo, Thiago Neves terá que se reapresentar ao Paraná no dia 2 de janeiro. O empréstimo do jogador ao Fluminense termina no dia 31 de dezembro. Pela decisão, ele também não pode renovar o empréstimo até que seja estabelecido um acordo.

O empresário do jogador, Luiz Alberto Oliveira, prometeu não recorrer da decisão. “Eu tenho toda a documentação regularizada do atleta, o que foi preservado nesta decisão foram os direitos do Paraná com relação ao que o ex-presidente deu ao Leo Rabelo. A minha parte é regular, e isso será comprovado judicialmente”, disse declara.

Revista Consultor Jurídico, 18 de dezembro de 2007, 15h28

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