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Primeiro depoimento

Ex-deputado Pedro Corrêa nega ter recebido recursos do mensalão

O ex-deputado Pedro Corrêa (PP) voltou a negar as acusações de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro no esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo Lula conhecido como mensalão. Este foi o primeiro depoimento dos 40 réus da Ação Penal do mensalão, que corre no Supremo Tribunal Federal.

O depoimento de Corrêa foi prestado na 13ª Vara da Justiça Federal de Recife. O ex-deputado disse que, em nenhum momento, formou quadrilha para o cometimento de crimes e que nunca recebeu dinheiro do PT. Ele foi denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por ter recebido das empresas de Marcos Valério, R$ 4,1 milhões em propina.

Corrêa admitiu, no entanto, que o PT repassou R$ 700 mil para pagar os honorários do advogado Paulo Goyaz, que defendeu o deputado federal cassado Ronivon Santiago (PP-AC).

O repasse foi autorizado pela Executiva Nacional do PP, e recebido pelo ex-deputado José Janene. Corrêa disse que o partido não tinha condições de pagar os honorários, mas não soube informar por que o PT aceitou fazer o pagamento nem a origem dos recursos.

O ex-deputado disse que nunca conversou sobre o repasse com José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino ou Silvio Pereira. Para comprovar que a destinação da verba nada teve a ver com a compra de votos da bancada aliada no Congresso, ele lembrou que os deputados do PP votaram várias vezes contra projetos do governo.

Segundo Corrêa, nunca existiram repasses mensais de dinheiro para deputados do PP. Ele disse nunca ter ouvido falar na existência do mensalão e que não foi procurado por ninguém para tratar o assunto.

Até 14 de fevereiro, os demais acusados no caso do mensalão serão ouvidos pela Justiça Federal em seus respectivos estados. A medida visa a tornar mais rápido o julgamento da ação penal pelo STF.

com Agência Brasil

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2007, 0h00

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