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Justiça com propina

Concluído inquérito contra servidores acusados de corrupção em MT

Foi entregue ao Ministério Público, nesta quinta-feira (13/12), o inquérito policial que apura irregularidades envolvendo funcionários da 2ª Vara Criminal de Cuiabá. Eles são acusados de privilegiar o andamento dos processos de quem os pagava ou oferecia vantagens.

No inquérito, de aproximadamente duas mil páginas, a Polícia Civil pede a prisão preventiva da chefe do cartório da 2ª Vara Criminal, Vera Lúcia da Anunciação, e da escrevente Beatriz Árias Paniaguás. As duas vão responder pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha.

Além delas, o delegado que preside as investigações, Gerson Vinícius, indiciou também dois advogados por corrupção ativa e ouviu outros quatro citados nos depoimentos dos envolvidos.

As investigações da polícia, iniciadas há cerca de cinco meses, revelaram, ao todo, o envolvimento direto e indireto de seis advogados. Alguns especialistas na área criminal. A relação com os nomes dos advogados será encaminhada a OAB de Mato Grosso. “Foi um trabalho intenso, mas satisfatório. Conseguimos comprovar o esquema de corrupção na Vara. O inquérito relatado será encaminhado ao Ministério Público que deverá oferecer denúncia", disse o delegado Gerson Vinícius.

O esquema de cobrança de propina dentro da Vara Criminal ficou comprovado durante as investigações que antecederam a operação batizada de Ártemis, deusa grega, deflagrada no início deste mês de dezembro. Na operação quatro pessoas foram presas.

A operação foi desenvolvida pela Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil e as investigações iniciaram a pedido da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Cuiabá.

Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2007, 14h04

Comentários de leitores

1 comentário

O problema é muito maior do que parece, e está ...

Juliana (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O problema é muito maior do que parece, e está presente desde que o mundo é mundo e Cuiabá é Cuiabá. Advogados sofrem as duras penas de verem os direitos de seus clientes diariamente desrrespeitados pelas funcionárias indiciadas e nada podem fazer que nao seja colaborar com essa forma mediocre e sórdida de desempenhar a função pública, para que de alguma forma tenham o seu trabalho concluído e seus processos encaminhados. A OAB/MT enquanto órgão de classe tem a obrigação de apoiar referidos advogados pois toda a situação só agora "descoberta" pela polícia, há muito está escancarada e faz parte da realidade dos advogados matogrossenses que sem alternativa se rendem ao poder da banda podre do judiciário.

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