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Nota falsa

PF prende três eleitores que tentavam fraudar revisão eleitoral

Três eleitores e o dono de um supermercado foram presos pela Polícia Federal, na terça-feira (4/11), porque estariam tentando fraudar o procedimento de revisão eleitoral que acontece na cidade de General Carneiro (MT).

A fraude foi constatada ao se verificar as notas fiscais emitidas pelo supermercado. A numeração das notas não seguia a ordem cronológica das datas das compras. Os documentos foram apresentados para comprovar o domicílio dos eleitores.

A prisão em flagrante foi feita por agentes da PF que acompanham o trabalho itinerante de revisão do eleitorado, que visita as aldeias indígenas da região. Nessas áreas só é permitida a presença de agentes públicos acompanhados da PF.

“A prisão dos acusados mostrou que a Justiça Eleitoral irá punir aqueles que insistem em cometer crimes eleitorais”, afirma o agente da PF, Silvia Salazar.

O Cartório Eleitoral de General Carneiro está fazendo atendimento em duas grandes comunidades indígenas: Meruri (etnia Bororo) e Sangradouro (etnia Xavante).

“Estamos identificando e retirando do cadastro os eleitores falecidos, pois nessas comunidades não se tem o hábito de comunicar o óbito aos cartórios de registro civil", afirmou Elizabeth Acácio, chefe do Cartório Eleitoral.

Revista Consultor Jurídico, 7 de dezembro de 2007, 20h08

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