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Folha de pagamento

Acusados de fraudar folha de pagamento têm prisão decretada

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6/12), a Operação Taturana para prender uma suposta quadrilha montada dentro da Assembléia Legislativa de Alagoas. A PF ainda não divulgou a relação dos presos nem se deputados estaduais estão entre os envolvidos, mas o desvio apurado é estimado em cerca de R$ 200 milhões, nos últimos cincos anos. O nome da operação, diz a PF, é porque “a taturana é uma referência à lagarta que come folhas sem parar durante sua existência”.

A PF mobiliza neste começo de tarde 370 policiais para cumprir 79 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão autorizados pela desembargadora do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Os presos serão conduzidos à Superintendência da PF em Alagoas, onde serão ouvidos.

A quadrilha, segundo a PF, apropriava-se de recursos do Legislativo, por folha de pagamentos, com a inclusão de funcionários fantasmas e laranjas.

Em outro modelo de fraude, os envolvidos declaravam à Receita Federal retenções de Imposto de Renda em valores superiores aos efetivamente retidos. Diz a PF que, com isso, os acusados ainda se beneficiavam das restituições de Imposto de Renda promovidas pela Receita Federal aos falsos funcionários.

A PF diz ter investigado a quadrilha durante um ano e seis meses e contou com a colaboração da Receita Federal, do Banco Central, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do MPF.

O presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, Antonio Albuquerque (DEM), é um dos acusados de chefiar o esquema que teria desviado R$ 200 milhões em cinco anos dos cofres públicos. A forma de atuação da quadrilha lembra o escândalo dos Gafanhotos, esquema do governo de Roraima com parlamentares que criava funcionários fantasmas e laranjas para receber seus salários.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2007, 12h56

Comentários de leitores

1 comentário

É pouco para esse sem vergonha, e ainda digo ma...

Murassawa (Advogado Autônomo)

É pouco para esse sem vergonha, e ainda digo mais, tem muitos por esse País que comete esse tipo de crime.

Comentários encerrados em 14/12/2007.
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