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Casa redonda

TJ-SP inaugura sede para câmaras de Direito Público

Nesta quinta-feira (6/12), às 15 horas, o prédio que abrigou por 33 anos o hotel Hilton vai ganhar novos inquilinos: os gabinetes de 120 desembargadores e juízes de segundo grau do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os desembargadores atuam nas câmaras de Direito Público. Desocupado há quase três anos, o imóvel pertence à família Matarazzo e o aluguel vai custar aos cofres públicos uma despesa mensal de R$ 670 mil.

Na reforma do prédio – por conta da empresa Horus Engenharia – foram investidos R$ 10 milhões, mas as despesas ficaram por conta dos proprietários. Cada gabinete vai ocupar o espaço antes reservado para três apartamentos e terá copa e banheiro. O hotel Hilton foi projetado por Mário Bardelli. Tombada, a fachada externa foi preservada, assim como o jardim do décimo andar, projetado por Burle Marx. O Tribunal deixou o espaço do antigo teatro do hotel, no andar térreo, à disposição das secretarias estadual e municipal da Cultura, para que seja reaberto ao público com espetáculos e atividades culturais.

O prédio do Hilton foi escolhido por oferecer melhores acomodações que o prédio da avenida Paulista – conhecido como Paulistão. Além disso, tinha espaço suficiente para acomodar todos os desembargadores e juízes de segundo grau que atuam nas 17 câmaras de Direito Público. Também fica mais próximo da sede do Tribunal de Justiça.

A mudança, no entanto, sofreu resistências. O assunto chegou a ser levado a discussão na sessão administrativa do Órgão Especial do Tribunal de Justiça – colegiado de cúpula que reúne 25 desembargadores. Desembargadores questionaram a escolha do prédio do Hilton por considerarem que o local era “mal freqüentado”, numa alusão às prostitutas e travestis que por ali circulam e das boates existentes nas vizinhanças. “Como vamos andar por um local daqueles”, afirmou um desembargador mais pudico.

O prédio do Hilton, na Avenida Ipiranga, tem área construída de 34.722 metros quadrados. São 32 andares, com três de garagem. Possui 6.163,50 metros quadrados a mais em área construída, que o prédio da Paulista. Além disso, as condições da infraestrutura, tais como elevadores, ar-condicionado, geradores, banheiros, são melhores.

Além dos 126 gabinetes de trabalho dos desembargadores das câmaras de Direito Público e juízes substitutos em segundo grau, o prédio abrigará unidades administrativas e de apoio aos gabinetes, bem como serviços administrativos gerais. Contará também com dois restaurantes; sendo um no 10º andar e o outro, no 32º.

As fachadas do prédio e o jardim externo do 10º são tombados, por isso, houve restrições de mudanças. Internamente está sendo feita uma reforma geral em todas as instalações do imóvel para adaptação das instalações originais destinadas à hotelaria, com revisão elétrica, lógica, piso, pinturas, etc. O Tribunal colocará sistema de comunicação, informática, mobiliário e persianas.

Revista Consultor Jurídico, 5 de dezembro de 2007, 16h20

Comentários de leitores

1 comentário

O desembargador reclamão está fora da realidade...

lu (Estudante de Direito)

O desembargador reclamão está fora da realidade! È melhor acordar!

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