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Clima de insegurança

Fórum tem segurança reforçada após sumiço de vereador em MT

O presidente da Câmara de Vereadores de Colniza (MT), José Luiz de Paula, ficou desaparecido por 22 horas. Ele foi encontrado em uma propriedade rural, a 240 km do município, muito machucado. Diante da gravidade do caso — suspeita-se que tenha caráter político, o juiz Michel Lofti da Comarca de Colniza solicitou reforço na sua segurança e na do Fórum. O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo Lessa, adotou providências emergenciais para atendê-lo.

Para o juiz da comarca, o aumento da segurança se justifica diante do clima de insegurança que a cidade passa. “As autoridades precisam de condições de trabalho, até para atuar no esclarecimento do desaparecimento”, avalia o juiz. Além do pedido de reforço policial, o juiz determinou a quebra de sigilos telefônicos e o acompanhamento das ações de busca e apreensão desencadeadas pela Polícia.

O vereador José Luiz de Paula desapareceu na noite de quinta-feira (23/8). Ele não compareceu à sessão noturna da Câmara, em que seria votado um novo processo de cassação contra o ex-prefeito Sérgio Bastos dos Santos. O vereador recebeu uma mensagem no celular dizendo que algo havia acontecido com o presidente. Avisou a família do presidente e aí começaram as buscas, de acordo com o site Diário da Notícia.

Ele foi encontrado às 17h30 do sábado (24/8). José Luiz de Paula passou a noite internado com escolta da Polícia Militar e foi ouvido por um delegado da Polícia Civil de Cuiabá, para contar o que aconteceu. De acordo com o tenete-coronel, Ricardo de Almeida Gil, comandante da Regional-8 da PM [região noroeste do Estado], Paula não conseguia pronunciar as palavras corretamente quando foi localizado, mas suas primeiras explicações dão conta de que foi uma tentativa de seqüestro e ele conseguiu fugir.

Sessão de julgamento

O ex-prefeito Sérgio Bastos foi afastado do cargo após uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual, que o acusa de ter desviado R$ 10 milhões de verbas federais e estaduais, enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública.

Há ainda suspeitas de desfalques de R$ 131 mil no pagamento de prestações de serviços. Há alguns dias, Bastos conseguiu liminar e reassumiu o cargo. O afastamento foi determinado pela Câmara Municipal e o processo judicial está em grau de recurso. A sentença que determinou o seu afastamento, também previu a indisponibilidade dos bens de Sérgio, da ex-secretária municipal de Educação, Romilda Araújo da Silva, e do ex-secretário municipal de Finanças, Wilson Rodrigues de Araújo.

Revista Consultor Jurídico, 27 de agosto de 2007, 18h41

Comentários de leitores

2 comentários

Seqüestro? Conseguiu fugir? Tem algo errado nes...

Ruberval, de Apiacás, MT (Engenheiro)

Seqüestro? Conseguiu fugir? Tem algo errado nessa estória.

A coisa tá melhorando, neste país abandonado. J...

Zerlottini (Outros)

A coisa tá melhorando, neste país abandonado. Já estão até descobrindo que falta vereador. Quer dizer, vereador faltar não é novidade. Novidade é descobrirem que sumiu. Eu gostaria de saber como: eles nunca vão lá, mesmo. Se alguém quiser se esconder de um político, eleiro pelo povo, é só ir ao seu local de trabalho: ele NUNCA está lá. A menos, é lógico, que seja dia de votação de aumento do salário deles. Aí, dá quórum TOTAL! Ô raça! Francisco Alexandre Zerlottini. BH / MG.

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