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Tempo de estrada

Governo não quer importação de pneus recauchutados

O advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, afirmou na quarta-feira (23/8), durante audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, que a orientação do governo é de proibir a importação de pneus usados e recauchutados.

O ministro Toffoli, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e representantes da indústria de pneus foram convidados para debater o impacto que a proibição pode ter sobre o emprego dos trabalhadores do setor.

Toffoli ressaltou a importância do debate sobre a importação de pneus usados com todos os envolvidos na questão. “De um lado se encontra a saúde humana, o mercado nacional e o meio ambiente, e de outro a concorrência e a geração de emprego e renda”, observou o ministro, lembrando que o governo combate a importação de pneus usados, mas também exige das multinacionais fabricantes o recolhimento de carcaças abandonadas no meio ambiente.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que também participou da audiência, se comprometeu a receber na próxima semana representantes da indústria de pneus remoldados, dos fabricantes de pneus novos e da Comissão de Trabalho da Câmara. Lupi acredita que pode haver um acordo que evite ou minimize a demissão de trabalhadores do setor.

Já o presidente da comissão, deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), acredita que a proibição da importação pode gerar transferência de indústrias do Brasil para outros países do Mercosul.

Também participaram da audiência a diretora do Departamento de Negociações Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Trabalho, Rosária Costa Baptista, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pneus Remoldados (Abip), Francisco Simeão Rodrigues, o presidente da Associação Brasileira do Segmento da Reforma de Pneus, Hercílio Coelho de Moura, e

o diretor-geral da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), Vilien José Soares.

Revista Consultor Jurídico, 24 de agosto de 2007, 16h39

Comentários de leitores

2 comentários

Pronto, lá vem o governo se meter no que não é ...

allmirante (Advogado Autônomo)

Pronto, lá vem o governo se meter no que não é de sua conta. Comércio é prerrogativa de comerciante e mercado, não de políticos. Tá certo que esses também são mercadores, mercantilistas, mas só jogam com o dinheiro do povo, não com fruto do seu trabalho. O trem fascista por último levou duas bombas atômicas na testa. E o comunismo ruiu embaixo do muro que construiu. Brasileiros vão continuar neste trilho? Pára o mundo que eu quero descer!

Meu caro Simeão, O "poder convincente" das m...

A.G. Moreira (Consultor)

Meu caro Simeão, O "poder convincente" das multinacionais é muito grande !!! Não esqueça que foi preciso a intervenção de um Presidente da República ( considerado prepotente ), para que a Volks, GM, FORD, FIAT, etc., melhorássem as "carroças" , para poderem se manter no país, perante a "abertura" à importação de veículos, infinitamente, melhores !!! As "multis" derrubaram o Presidente, mas não conseguiram anular a legislação e os seus efeitos, que permanecem, no país, provando que a concorrência é salutar e necessária para o desenvolvimento !!! É necessário incitar o MPF para que investigue, porque setores do governo, não permitem a, livre, concorrência , no setor de pneus !!!

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