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Grampos no Supremo

Delegados rebatem suspeitas de grampo no Supremo

A Associação Nacional dos Delegados da Policia Federal (ADPF) divulgou nota em que “repudia qualquer inferência desrespeitosa lançada contra a Instituição Polícia Federal do Brasil”. A nota é uma resposta à reportagem de Veja desta semana, em que ministros do Supremo Tribunal Federal afirmam que temem ser vítimas de grampos ilegais. Três deles, de acordo com a semanal, afirmam que tais grampos seriam feitos pela “banda podre” da PF.

A ADPF condena a escuta sem autorização e afirma que “a maioria da população não teme ser grampeada” nem acha que vive em um Estado policial. “Vivemos em um Estado Democrático de Direito, cujo compromisso com a verdade impõe o dever da imparcialidade, do equilíbrio e do bom senso no agir das autoridades públicas.”

Os delegados da PF registram que a corporação “cortou na própria carne no passado recente, por iniciativa própria, e não titubeará de fazê-lo novamente no presente e futuro, por isso apóia a iniciativa das ilustres vítimas em representar contra o ato de violência eventualmente sofrido, desde que apontando o dedo de maneira fundamentada e formalizando sua denúncia com a citação de dados concretos a respeito dos envolvidos, data e local”.

Leia a nota

Brasília, 19 de agosto de 2007.

Referência. A sombra do estado policial.

Em face da matéria publicada na Revista Veja, edição 2022, de 22/08/2007, como título “A sombra do estado policial” em que Ministros do Supremo Tribunal Federal denunciam as suspeitas de que estão sendo grampeados e apontam o dedo para banda podre da Polícia Federal, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), por sua Comissão de Prerrogativas, vem a público esclarecer que:

1. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), por sua Comissão de Prerrogativas, repudia qualquer inferência desrespeitosa lançada contra a Instituição Polícia Federal do Brasil. Vivemos em um Estado Democrático de Direito, cujo compromisso com a verdade impõe o dever da imparcialidade, do equilíbrio e do bom senso no agir das autoridades públicas. Não é salutar à preservação do Sistema de Justiça Criminal Nacional a prática cada vez mais corriqueira de propagação de juízos antecipados, sem respaldo comprobatório, repleto de insinuações precipitadas, genéricas e indevidas contra a dignidade de uma de suas Instituições.

2. É fonte de preocupação entre os Delegados de Polícia Federal a tendência perversa de construção da absurda idéia de que o Brasil está a caminho de um estado policial. A quem interessa desconstituir o trabalho sério desenvolvido pela Polícia Federal? Ela é uma Instituição Republicana, única, una, coesa e acima de tudo reconhecida pela sociedade brasileira e de outros países no combate ao crime organizado.

3. A Polícia Federal já cortou na própria carne no passado recente, por iniciativa própria, e não titubeará de fazê-lo novamente no presente e futuro, por isso apóia a iniciativa das ilustres vítimas em representar contra o ato de violência eventualmente sofrido, desde que apontando o dedo de maneira fundamentada e formalizando sua denúncia com a citação de dados concretos a respeito dos envolvidos, data e local.

4. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) defende mais que o controle interno de sua Corregedoria e da Controladoria-Geral da União ou controle externo do Tribunal de Contas, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Por uma questão de transparência, deseja-se o controle social da Polícia Federal através de um Conselho Nacional que contemple a participação de outros segmentos da Sociedade Civil Organizada.

5. Afinal, o importante para o cidadão brasileiro é a atuação irmanada do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia contra o Estado da IMPUNIDADE, pois estado policial é uma ficção que nunca houve no Estado GARANTISTA, ao qual serve o policial.

Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal — Comissão de Prerrogativas (ADPF/CP).

Revista Consultor Jurídico, 20 de agosto de 2007, 13h24

Comentários de leitores

17 comentários

Não me surpreenderei quando a PF invadir gabine...

vasquez (Advogado Autônomo)

Não me surpreenderei quando a PF invadir gabinetes de ministros do STF, assim como já fez com escritótios de advocacias e outras repartições protegidas por lei, já que, não todos, porém, alguns membros da PF se acham acima da lei e já estão dando sinal, com escutas clandestinas, de que isso é plenamente provável no futuro. na verdade o judiciário deixou a COBRA crescer, agora terá que provar de seu veneno. TOMARA QUE NÃO SEJA TARDE DEMAIS.

MENSALÃO – ORIGEM DOS RECURSOS. 09.08.2005 - O...

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) (Comerciante)

MENSALÃO – ORIGEM DOS RECURSOS. 09.08.2005 - OPINIÃO DO ELEITOR. Precatórios e Títulos da Divida Externa é matéria do Supremo Tribunal Federal. CVM, Bco. Central, Fundos de Pensão e Presidência da Republica também são. Senado, Câmara Federal e Deputados fazem parte deste foro privilegiado. Só a Policia Federal poderá investigar tais Entidades e Pessoas “se” o STF autorizar. Por que o esquema do mensalão não caiu e nem vai cair... O PRESIDENTE esta protegido pelo STF que expedem Hábeas Corpus a depoentes na CPMI. O fiador do mensalão é o Executivo, com aval do Bco. Central, Fundos de Pensão e CVM. A fonte dos recursos são Títulos da Divida Externa (TDE) e Precatórios (IN VALORE). É um esquema Político de corrupção Nacional coagindo e cooptando empresários temerosos. Tem haver com os Poderes da República como um todo, vinculados ao Mercado de Capitais. - Então como funciona, quem comanda, quem da sustentação e quem são os beneficiários (?). O doleiro promove a captação de Títulos (TDE) e PRECATORIOS direcionando aos credores. Credores são Fundos de Pensão e os Bancos, que compram ou permutam os Títulos. Compram com deságio, permutam via privatizações ou supostos recursos de campanha, etc. Posteriormente o Titulo é super avaliado e resgatado com ágio pelos operadores do governo. O resgate via leilões em sintonia com credores combinados e monitorados pelo esquema. Acabando os títulos decreta novo débito - impagável.(Ex.devolver impostos a contribuintes) Gerando novos precatórios que serão resgatados com deságio, abastecendo o esquema. Daí não haver Fiador com lastro; os Títulos,TDE e Precatórios são as garantias, a fiança. O Executivo reconhece. O Legislativo endossa. O judiciário garante. Assim sendo se limpa o dinheiro se justifica a origem e o destino “sem levantar suspeitas”. Havendo impasses de ordem fiscal e tributaria imediatamente é acionado a CVM e o BC. Havendo litígios de ordem Jurídica ao tribunal competente para dirimir, o STF. Ambos se acionados, viabilizam e dão legitimidade na “forma da Lei” as operações. Daí eles não quebrarem o sigilo dos Bancos e Fundos de Pensão (Captadores). Daí eles não autorizarem as buscas no Banco Central (Certificadores e Expedidores). Daí o silêncio comprometedor da CVM (Órgão Fiscalizador). Daí a declaração purgatória do STF quando inquirido pela Policia Federal em Brasília... - Se abrirmos os computadores dos Fundos e do Banco Central o País vai ficar ingovernável...! - Ingovernável...? - Claro...! - Sem Poder Judiciário não há nação que se sustente. Ainda que se mude o Presidente...! Luiz Pereira Carlos. Rio de Janeiro – Brasil. ***************************************************************************** De: Dep. Delfim Netto Para: Luiz Pereira Carlos Recebido: 11/08/05 10h28min Assunto: RES: MENSALÃO - ORIGEM DOS RECURSOS. Caro Senhor Luiz Pereira Carlos, "Si non è vero, è bene trovato". Cordialmente, Antonio Delfim Netto.

Por aí eu concordo..como diz o comentarista "co...

futuka (Consultor)

Por aí eu concordo..como diz o comentarista "com o olhar de detetive": -""olhovivo (Outros 20/08/2007 - 14:43 O cidadão honesto não teme os grampos, mas as interpretações tendenciosas e as manipulações. E, depois, os vazamentos de conversas pinçadas."" -:Mesmo havendo algumas verdades em outros comentários, no meu entendimento, o "causo" é antigo, NÃO DÁ MAIS PARA "FREIAR" as querelas e mazelas cometidas por "artôridades" em nome do estado com o tal de "grampo", que já vem se perpetuando não só pela PF, mais por vários setores de organismos públicos neste nosso estado democrático (de direito?)há muito e de forma comprometida e desqualificada na maioria das vezes leviana diante das leis vigentes, no meu entendimento, é claro que não tenho a experiência da grande maioria dos opinadores e tampouco bola-de-cristal. O "grampo" corre as sôltas ex-oficial e oficial!!! -:Quiçá um dia a "coisa toda" mude, até lá não me interessa o por quê temer, mais sim o quê falar ao telefone sem ser mal interpretado e ou mesmo censurado! Que Deus salve a humanidade dessa odiosa impunidade!

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