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PF prende ex-deputado envolvido na máfia das sanguessugas

O ex-deputado federal Laudnir Lino Rossi (PP-MT) foi preso nesta segunda-feira (13/8) pela Polícia Federal, no Aeroporto de Brasília, quando tentava embarcar para Guarulhos (SP).

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Jefferson Schneider, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso. A ordem foi deferida porque a Justiça Federal não conseguia citar e intimar o ex-deputado. A audiência interrogatória acontece no dia 15 de agosto às 14 horas.

Rossi, que não se reelegeu nas eleições de 2006, é um dos denunciados na Operação Sanguessuga, que desmontou esquema para superfaturar ambulâncias. Ele é acusado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal, Rossi cometeu 108 vezes o crime de corrupção passiva. O processo corre em segredo de Justiça.

O oficial de Justiça tentou intimar o ex-deputado quatro vezes. Duas em Várzea Grande (seu reduto eleitoral), uma vez em Cuiabá e outra em Brasília. Quatro audiências foram adiadas. Na sua cidade, o oficial de Justiça recebeu duas informações diferentes quando apareceu no seu apartamento. Na primeira, o porteiro disse que raramente Rossi aparecia por lá. Na outra, o porteiro informou que o ex-deputado estava viajando.

“Esgotadas todas as tentativas de citação e intimação real do acusado para a audiência de interrogatório, ato este de fundamental relevância para a instrução criminal e aplicação da lei penal, haja vista que ao acusado está sendo imputado o cometido de mais de uma centena de crimes, assim como ter participado de forma decisiva do núcleo da quadrilha desbaratada pelo que denominou-se Operação Sanguessuga, entendo estar configurada a extrema necessidade da medida cautelar da prisão preventiva”, anotou o juiz.

Lino Rossi, segundo as investigações da Polícia Federal, teria recebido da máfia R$ 3 milhões em propina. No Congresso, ele teria sido quem cooptava parlamentares para que apresentassem emendas para liberação de recursos destinados à compra de ambulâncias por prefeituras. A máfia, desmantelada pela PF no ano passado, era comandada pelos empresários Vedoin, pai e filho, que tinham seu quartel-general em Cuiabá.

Números da operação

De acordo com a Procuradoria da República de Mato Grosso, já são 140 denunciados na Operação Sanguessuga — 81 pessoas em junho do ano passado (incluindo os Vedoin) e 59 pessoas no mês de agosto. Agora, o que o MPF está fazendo é oferecer denúncias pontuais. Ou seja, está individualizando a conduta dos acusados que ainda eram investigados pela Polícia.

A Operação Sanguessuga foi deflagrada pela PF em maio de 2006, após investigação do Ministério Público em Mato Grosso. Foi apurado que o esquema tinha ramificações em prefeituras, associação de municípios, empresas de fachada, no Ministério da Saúde e no Congresso Nacional.

Processo: 2007.36.00.010735-2

Revista Consultor Jurídico, 13 de agosto de 2007, 19h59

Comentários de leitores

3 comentários

Antes que me esqueça: AVANTE PF! AVANTE MPF...

Armando do Prado (Professor)

Antes que me esqueça: AVANTE PF! AVANTE MPF! Atenção chicaneiros: tremei!

e quando é que ele vai ser solto? Prenderam UM....

Zerlottini (Outros)

e quando é que ele vai ser solto? Prenderam UM. Cadê os outros? E os que foram reeleitos e têm foro especial? O que mata, nesse país, além dos criminosos, é a impunidade. Acho que já passou da hora de a sociedade tomar em suas mãos um instrumento punitivo que, há muito, está nas mãos dos bandidos: a pena de morte. Resolve? Não. Mas, cada bandido morto é um a menos pra cometer novos crimes. Porque não dá pra acreditar no nosso sistema penitenciário, que mais parece uma colônia de férias. Os caras têm churrasqueira, frigobar, puteiro, telefonia móvel, etc., etc. E, lá dentro, estão mais seguros que aqui fora, porque lá ninguém os pode matar. Cadeia não recupera ninguém. Lá, ninguém trabalha. Todo feriado, os caras saem de férias - e a maioria não volta. Se eu botar fogo no meu colchão, eu vou dormir no chão, até arranjar dinheiro pra comprar outro. Eles botam fogo e, no dia seguinte, tem um novinho, no lugar, sem que eles precisem fazer esforço nenhum. Qualquer coisa, o tal de "Direitos Humanos" taí pra defendê-los. Prisioneiro tem direito de tentar fuga. Que é isso? Isto está no Tratado de Genebra, em caso de Guerra. (Bem verdade que as grandes cidades brasileiras vivem em estado de Guerra Civil, com os bandidos caçando a polícia. A coisa se inverteu). Acho que "Direitos Humanos" é para cidadãos decentes, honestos, que trabalham e pagam impostos. Vagabundo, não. Francisco Alexandre Zerlottini. BH / MG.

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