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Casal da Renascer

Defesa do casal da Renascer quer adiar publicação de sentença

Os advogados do casal de fundadores da Igreja Renascer, Estevam e Sônia Hernandes, nos Estados Unidos, enviaram uma moção ao juiz norte-americano responsável pelo caso. Eles pedem a prorrogação de 30 dias para a publicação da sentença do casal.

O motivo alegado pela defesa para o pedido de adiamento foram problemas encontrados na tradução de algumas entrevistas. O pedido foi feito no final da semana passada, mas o juiz não se pronunciou ainda se irá aceitar a solicitação. Enquanto ele não se posiciona, permanece a decisão de que na sexta-feira (17/8) deverá ser publicada a sentença do casal. A informação é do portal G1.

Estevam e Sônia Hernandes permanecem nos Estados Unidos sob monitoramento da Justiça. Em audiência no dia 8 de junho, eles se declararam culpados dos crimes de evasão de divisas e conspiração para violar a lei. Em troca da confissão, eles foram dispensados de ir a julgamento em corte americana, na qual, pela legislação dos Estados Unidos, poderiam ser condenados a até dez anos de prisão. Sônia chegou a chorar durante a audiência.

Na época da audiência, a assessoria do casal enviou nota informando que na sentença do juiz não deverá haver “pena de prisão”, mas apenas multa (cobrindo integral ou parcialmente a quantia apreendida pela Polícia quando os Hernandes entraram nos EUA) e o cumprimento de um período em que o casal se compromete em não violar nenhuma lei.

De acordo com a reportagem, apesar da alegação da assessoria, existe a possibilidade legal no acordo para a imposição de uma pena de seis meses até cinco anos de prisão.

Prisão

Os Hernandes foram presos, no dia 9 de janeiro, no aeroporto de Miami depois de tentar passar na alfândega com US$ 56,5 mil, apesar de terem declarado apenas US$ 10 mil. Ficaram presos durante dez dias, pagaram fiança e conseguiram liberdade assistida. Entretanto, continuam monitorados pela Polícia americana, por meio de tornozeleiras eletrônicas. Atualmente, eles vivem em um condomínio fechado em Boca Raton.

Após zerar contas com a Justiça americana, o casal terá outra batalha jurídica pela frente. Depois de cumprir pena nos EUA, eles serão enviados de volta ao Brasil por meio da deportação ou do cumprimento do pedido de extradição enviado pelo governo brasileiro.

Em São Paulo, respondem a processo por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e estelionato — e chegaram a ter a prisão preventiva decretada.

Revista Consultor Jurídico, 9 de agosto de 2007, 17h11

Comentários de leitores

9 comentários

Como assim? Quer dizer os advogados que atuam n...

Issami (Advogado da União)

Como assim? Quer dizer os advogados que atuam no crime não podem falar em ética?? Que pensamento mais primário...

Obrigado VITOR, fico lisonjeado com sua colocaç...

ruialex (Advogado Autônomo - Administrativa)

Obrigado VITOR, fico lisonjeado com sua colocação. Meu nome é Nicolas, Palindropoulos é sobrenome (e confuso) que o conjur colocou automativamente. Coisas da computação. Juntos pela coerência. Um abraço, Nicolas

Sr. Palindropoulos, me dou ao direito de fazer ...

Vitor (Consultor)

Sr. Palindropoulos, me dou ao direito de fazer de suas, as minhas palavras. Assino embaixo!

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