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Liberdade negada

Juiz nega HC para oito presos na Operação Hurricane

que não se lembra de ter prometido pagamento a SÉRGIO; que não se lembra de ter contratado SÉRGIO; que contratou pela associação JAIME; que se JAIME contratou SÉRGIO, não sabe; que MARCOS pode realmente ter ligado algum dia para o interrogando para dar notícia de boatos sobre operações policiais envolvendo bingos; que indagado se MARCOS não é policial, respondeu que é mas que estas informações não tinham credibilidade; que indagado se mesmo sendo MARCOS policial civil, ainda assim as informações não teriam credibilidade, informou que mesmo que fossem avisados das informações não tinham o que fazer; que não tem como tirar as máquinas dos bingos; que LUIZ PAULO não dava informações de boatos para o interrogando; que não sabe dizer se LUIZ PAULO dava informações a MARCOS; que indagado se as informações não têm credibilidade, porque o interrogando liga para MARCÃO para obter estas informações, conforme diálogo de fls. 1690 do volume 7 do inquérito, respondeu que isto pode ter ocorrido uma ou duas vezes e que ligava por ligar, embora a informação não tivesse credibilidade;

que não sabe dizer se o GORDINHO mencionado neste diálogo é LUIZ PAULO; que realmente o GORDINHO do restaurante, mencionado na diálogo acima era LUIZ PAULO; que não sabe dizer pelo que o GORDINHO ficou agradecido, conforme diálogo de fls. 1690; que também não se lembra quem é o GORDINHO do diálogo de fls. 1690; que conhece NAGIB há muitos anos porque ele tinha empresas de fliperama e a família do interrogando, no passado, também teve; que ele também é de Nilópolis; que a família de NAGIB é muito amiga da família de ANIZ e inclusive ele ajuda na Beija-Flor; que acha que ele tem uma empresa de jogos de diversão, mas não é de bingo; que, ao que sabe, JÚLIO montou uma equipe que tinha como objetivo prestar consultoria aos bingos do Estado do Rio de Janeiro e NAGIB iria ajudar; que acha que ele estava ajudando o JÚLIO; que a parte do interrogando é a de consultoria de máquinas, sendo que viaja para saber quais são os melhores jogos e os melhores tipos de jogos, de forma que não sabe qual era exatamente a consultoria prestada por JÚLIO; que ele é tido como um bom administrador;

que JOÃO OLIVEIRA DE FARIAS, o JOCA, é compadre de JÚLIO e o interrogando o conhece da casa de JÚLIO; que, ao que sabe, ele não trabalha com bingo; que não sabe dizer se ele trabalha com JÚLIO; que conheceu SUSIE PINHEIRO DIAS DE MATTOS das festas na casa do policial MARCÃO; que não lembra de ter falado com ela ao telefone; que não conhece o delegado federal CARLOS PEREIRA ou o agente FRANCISCO MARTINS DA SILVA; que algumas vezes conversava com NAGIB ao telefone; que conversavam porque são colegas e muitas das vezes tem a Beija-Flor envolvida; que se conversou sobre bingo, só pode ter sido sobre a auditoria que eles fazem; que a respeito do diálogo de fls. 1782 do volume 7 do inquérito, pode esclarecer que o tal argentino pretendia tirar as máquinas das quais são donos das casas de bingo dos amigos do argentino;

que o argentino pretendia que as máquinas lacradas fossem retiradas, para que novas máquinas fossem colocadas; que o interrogando esclareceu que isto estaria errado porque o bingo é depositário fiel das máquinas; que o CARECA é provavelmente a antiga empresa de OSWALD, que tem equipamentos antigos e que estariam fora do problema judicial; que indagado de qual casa de bingo fala NAGIB, respondeu que a auditoria diz respeito a várias casas de bingo e que as orientações são gerais; que NAGIB e JÚLIO fazem auditoria em casas que não vão bem e que JÚLIO tem autonomia, inclusive, para indicar para os proprietários que alguns funcionários devem ser remanejados ou mandados embora; que no caso do diálogo, achou que o funcionário foi mandado embora injustamente; que no diálogo o funcionário era do BINGO AMÉRICA; que o interrogando tem máquinas no BINGO AMÉRICA; que o funcionário demitido é do sindicato dos funcionários e uma pessoa atuante;

que indagado porque tem preocupação em relação ao uso de alguns meios de comunicação, respondeu que tem sempre medo de ser escutado por causa de seqüestros e assaltos; que sua família já sofreu ameaças e sua mãe já recebeu um trote; que sua família já recebeu um trote de falso seqüestro; que sabe que JÚLIO e MARCÃO são conhecidos, mas não sabe qual a relação exatamente entre eles; que conhece MARCOS ANTÔNIO MACHADO ROMEIRO, vulgo MARQUINHOS, que tem um escritório na Rio Branco, cujo número não se recorda; que por vezes MARQUINHOS presta alguns serviços de pagamentos para o interrogando e NAGIB; que esses serviços são só para pagamento de camarotes e convites para o Carnaval; que MARQUINHO é amigo de JÚLIO; que ele só ajudou o interrogando a fazer pagamentos de Carnaval;

que escolheu MARQUINHO porque ele é amigo de JÚLIO e JÚLIO é da LIESA; que ele acompanhava o pagamento parcelado dos camarotes; que tem um segurança chamado VIEIRA, que é policial militar; que pode ser que o escritório de MARQUINHO seja no número 185 da Rio Branco; que não se lembra de pessoa chamada ROGÉRIO, policial civil; que não conhece nenhum imóvel que tenha o apelido PRETA; que não conhece o desembargador RICARDO REGUEIRA. Indagado ao MPF se havia algum ponto a ser esclarecido, foi dito que não. Indagado à DEFESA de JOSÉ RENATO, BELMIRO e EVANDRO se havia algum ponto a ser esclarecido, foi perguntado e respondido que o interrogando é bacharel em direito e advogado;

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2007, 23h09

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