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Liberdade negada

Juiz nega HC para oito presos na Operação Hurricane

que encontrou NAGIB no BARRA BINGO, mas não sabe informar se ele participou dessa auditoria no BARRA BINGO; que sabe que era interesse deles abrir uma empresa para isso; que não tem nenhum vínculo de amizade com ele e não sabe do que ele vive; que não conhece JOÃO OLIVEIRA DE FARIAS ou MARCELO KALIL PETRUS; que nunca foi preso ou processado anteriormente. Indagado ao MPF se havia algum ponto a ser esclarecido, foi perguntado e respondido que a ABERJ tem quatro secretárias, um faxineiro e um contínuo; que a associação ocupa metade de um andar no prédio da Av. Rio Branco, 100; que para manter a sua estrutura a ABERJ conta apenas com as contribuições mensais a que já se referiu anteriormente;

que as secretárias atendem a todos os associados indistintamente. Indagado à DEFESA de PAULO ROBERTO LINO se havia algum ponto a ser esclarecido, foi perguntado e respondido que na época em que o BINGO ALCÂNTARA foi criado, o interrogando investiu cerca de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) que obteve através da venda de um imóvel; que o interrogando recebia um pro-labore mensal de R$ 10.000,00 (dez mil reais) do BINGO ALCÂNTARA; que para abrir os outros dois bingos fez dois empréstimos pessoais, um com JAIME GARCIA e outro com JOSÉ CARLOS, através de sua empresa; que JOSÉ CARLOS é um amigo do interrogando; que pegou emprestado R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) com JAIME; que em 2004, quando o interrogando teve a ação da FEDERAÇÃO DE KICKBOXING, ela conseguiu uma liminar; que esta liminar foi concedida pelo desembargador CARREIRA ALVIM;

que quem tem a "concessão" para exploração do bingo é a entidade desportiva, que então celebra um contrato com a empresa administradora; que imaginava que JAIME fosse advogado; que ele tem um vasto conhecimento jurídico; que só com a OPERAÇÃO FURACÃO é que o interrogando soube que JAIME não era advogado; que como leigo imagina que quem se forma em "advocacia" é advogado; que sabia que JAIME não tinha registro na OAB; que instado a esclarecer o diálogo de fls. 231 do inquérito entre interrogando e JAIME, disse que acredita que o ZÉ do diálogo não é JOSÉ RENATO e que o negócio seja referente ao pagamento de honorários atrasados;

que alguns bingos entravam em cotizações para pagamento de honorários e demoravam para pagar; que acha que deva ser alguma negociação neste sentido; que instado a esclarecer o que são os "cadernos" mencionados às fls. 383 do volume 2 do inquérito, respondeu que sempre tiveram um problema sério com JAIME porque ele é uma das pessoas mais desorganizadas que o interrogando conhece, para lidar com documentos; que várias vezes ele pede documentos aos bingos e depois os perde; que pediram aos bingos para enviar a documentação encadernada;

que são estes os cadernos a que se refere o diálogo; que em relação ao item 187 da denúncia, constante de fls. 53, gostaria de esclarecer que realmente pediu a JAIME que cobrasse dos "bingueiros" e "maquineiros" os honorários devidos referentes às cotizações feitas entre eles; que na verdade sugeriu a ele que cobrasse de forma contundente; que não sabe exatamente a que honorários o item 187 da denúncia faz referência. Pelas demais DEFESAS nada foi perguntado. NADA MAIS. Do que, para constar foi lavrado o presente termo, que após lido e achado conforme, vai por todos assinado. Eu, , Jorge Alexandre Nicacio Calbo, Técnico Judiciário, o digitei. E eu, , João de Almeida Rodrigues Neto, Diretor de Secretaria, o subscrevo.

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2007, 23h09

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