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Conversão de benefício

Direito de pensão por morte de ex-marido vira súmula

“A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente”. Esse é o teor da Súmula 336, aprovada na sessão de quarta-feira (25/4) pela 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça.

O projeto de súmula foi relatado pelo ministro Hamilton Carvalhido. Segundo o projeto, considerando pacífica a tese de que os alimentos são irrenunciáveis, é firme a jurisprudência do tribunal sobre a possibilidade de a pensão ser solicitada, conforme a Súmula 372 do STF e a Súmula 64, do TFR, até porque “a pensão por morte nada mais é do que os alimentos a que se obrigam reciprocamente os cônjuges, quando em vida (CF/88, artigo201, inciso V)”.

A nova súmula se baseou em precedentes da 5ª e da 6ª Turmas, como o Resp 176.185-SP (5ª T 17/12/98 – DJ 17/02/99); Resp 202.759-SP (5ª T 08/06/99 – DJ 16/08/99); Resp 196.678-SP (5ª T 16/09/99 – DJ 04/10/99); Resp 472.742-RJ (5ª T 06/03/03 – DJ 31/03/03); REsp 602.978-AL (5ª T 01/06/04 – DJ 02/08/04); AgRg no Ag 668.207-MG (5ª T 06/09/05 – DJ 03/10/05); entre outros.

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2007, 11h28

Comentários de leitores

1 comentário

É um absurdo o que acontece neste país, donde a...

Dotô Saulo Germano (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

É um absurdo o que acontece neste país, donde a pensão tem cunho protetório e ad eternum para mulher. A meu ver, a pensão tem cunho temporário, uma vez que se aguarda, num prazo razoável, que a cônjuge varoa consiga um trabalho para sua mantença e, também,caso haja filhos na constância do casamento, para co-participação nos custos destes.

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