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Símbolo maculado

Jornalista é condenado por querer tirar índio de bandeira do time

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região condenou o jornalista Nédson Antônio Lanzini Pereira, de Chapecó (SC), a indenizar em R$ 50 mil os índios da comunidade Toldo de Iguaçu. Cabe recurso.

Pereira foi denunciado pelo Ministério Público Federal por ter escrito, em agosto de 1995, um artigo no jornal O Iguaçu em que pedia a mudança do símbolo do Clube de Futebol Chapecoense. O símbolo em questão é indígena.

No texto “Chapecoense deve mudar símbolo”, o jornalista ponderava que o índio é uma figura melancólica e derrotada e que o clube deveria substituí-lo por um animal, como veado, galinha ou porco.

“Os últimos descendentes das tribos indígenas vivem esmolando nas ruas, tentando trocar dinheiro por artesanato”, escreveu Pereira.

Depois de ter sido condenado em primeira instância, o jornalista recorreu ao TRF. Como argumento, disse não ter tido intenção de injuriar os índios, mas apenas de aconselhar o clube a mudar seu símbolo para um animal que retratasse a cultura local.

Para a relatora do processo, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, a crônica teve um impacto negativo na comunidade, causando dor e sentimento de derrota, o que deve ser reparado pela Justiça.

“O valor moral íntimo da coletividade indígena foi atingido, na sua auto-estima e também na consideração social”, disse ela, e completou, “o fato de serem os indígenas, via de regra, uma comunidade pobre, que vive de artesanato, não lhes retira a dignidade pessoal”, anotou.

AC 2004.72.02.001634-7/SC

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Revista Consultor Jurídico, 20 de abril de 2007, 0h01

Comentários de leitores

9 comentários

Lanzini Pereira - A novela ainda não terminou. ...

pereira (Outros)

Lanzini Pereira - A novela ainda não terminou. Resta-me uma apelação. Gostaria de dizer a todos os amigos que o "ex-Nedson Pereira", agora se chama Katielly. Quem ler o processo vai perceber facilmente que nunca tive a intenção de ofender os índios, mas, tão somente, defender a proposta de mudança do símbolo do time chapecoense. A iniciativa do processo pode ter partido de um Promotor preconceituoso que não vai como minha cara, porque sou transexual. E como a sentença foi expedida por uma Juíza, é possível que essa mulher também tenha preconceito contra nós, os gays. De qualquer forma, é um absurdo neste país, cercear a liberdade de expressão, quando a ultima trincheira capaz de destruir políticos, juizes, procuradores e desembargadores corruptos, ainda é a imprensa. Saibam que sou gay, com orgulho, e como jornalista, não posso pagar os 50 mil, nem 5 mil, nem 500 reais. Essa multa está no nível dos salários desses ilustres representantes do Ministério Público Federal, que ganham salários que lhes permitem imaginar grandes somas como represália judicial. São delírios de grandeza de uma justiça chique, que habita em palácios e mansões. Não consegui, na tramitação do processo convencer a Justiça Federal que o que está acontecendo aqui é um caso flagrante de preconceito contra os gays. Que se originou em um processo de calúnia na área criminal, do qual fui absolvida. Mas, em sua sanha desvairada, alimentados pelo ódio contra homossexuais, algum personagem da promotoria federal, que eu não conheço, aproveitou-se da oportunidade para continuar me perseguindo, o que me faz pensar na necessidade de uma campanha nacional contra esse tipo de gente. Já estive quatro vezes no Ratinho, já fui duas vezes candidata a deputada estadual. Eu construí a estátua do Ronaldinho Gaúcho que foi queimada em Chapecó. OU seja, até hoje, só sou vítima e não agressora. Tenho inclusive projetado uma escultura do famoso índio guerreiro chamado “Condá”, que só não foi executado por falta de recursos e interesse das autoridades. Ora, ao invés de me condenar por um comentário especulativo, momentâneo e apaixonado, onde é possível que a imagem do índio tenha sido arranhada, peço aos promotores federais que “me arrumem” 50 mil reais para que eu possa construir um monumento ao índio, que sempre foi minha intenção. E parem de me perseguir. Obrigada a todos que me ouviram. Katielly (ex-Nedson A. L. Pereira) .

Caros amigos. O jornalista tem todo direito de...

amorim tupy (Engenheiro)

Caros amigos. O jornalista tem todo direito de pedir que mude o simbolo do time e coloquem uma figura que mais o represente ( represente ele = o jornalista) Uma galinha ou um porco e ou um veado Sou indio mas não sou galinha ,nem porco e muito menos veado.

Não meu caro Band, vivemos o início de tempos q...

Armando do Prado (Professor)

Não meu caro Band, vivemos o início de tempos que os honestos podem dizer que são honestos sem passar por idiotas!

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