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Furação no polícia

Para PF, agentes da corporação estão envolvidos com caça-níqueis

A Polícia Federal está investigando a participação de outros agentes da corporação no esquema ligado ao jogo ilegal (caça-níqueis) no Rio de Janeiro, informa o repórter Marcelo Auler, de O Estado de S. Paulo.

Um dos suspeitos é o delegado federal aposentado Oscar Camargo Costa Filho, que já ocupou a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo e hoje é advogado em São Paulo.

O grupo teria relações com os 25 presos na Operação Hurricane, iniciada nesta sexta-feira (13/4). Desses, dois policiais da ativa e um aposentado foram detidos .

As gravações da PF mostram Costa Filho intermediando conversas entre representantes de bingos e policiais federais. O escritório e a residência do suspeito foram alvo de uma operação de busca e apreensão.

A Diretoria de Inteligência Policial, que investiga policiais suspeitos de corrupção, sabe do envolvimento de agentes com os bingos e com os desembargadores José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo Siqueira Regueira.

Há inclusive histórico de monitoramento dos dois em encontro com policiais. Uma das ações flagrou uma conversa no restaurante Garden, em Ipanema, com agentes e delegados da PF.

Em operação coordenada pelo subsecretário de segurança do Rio, Márcio Derene, então ocupando o posto de delegado da PF, policiais à paisana acompanharam Regueira até o restaurante Antiquarius, no Leblon. O desembargador descobriu a presença dos policias e registrou ocorrência alegando que tinha direito a foro especial e, por isso, não poderia estar sendo seguido pelos agentes sem autorização. A operação, porém, havia sido autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça.

Outra prova de que a ligação dos desembargadores era íntima é o fato de Carreira Alvim ter descoberto que seu gabinete, no prédio do Tribunal Regional Federal, estava com escutas. Segundo queixa feita pelo desembargador, ele foi alertado "por amigos" de que estaria sendo monitorado e contratou especialistas para rastrear a sala e seus telefones. Carreira Alvim fotografou os grampos e disse que sua instalação era motivada pela briga que havia pela eleição do TRF.

Conforme publicou ontem a Consultor Jurídico, na sessão administrativa que elegeu a nova direção do TRF-2, em 1° de março, Carreira Alvim havia afirmado ter sido vítima de escuta ambiental em seu gabinete e que seus familiares haviam sido grampeados (Clique aqui para ler a notícia). As acusações foram feitas depois que ele foi preterido pelos colegas na eleição para a presidência do TRF-2.

O clima entre o desembargador e seus colegas era de estranhamento. O então presidente do tribunal Frederico Gueiros, sabia da investigação a mando do STJ. Quando Carreira Alvim descobriu o monitoramento, a Polícia Federal considerou encerradas as investigações, o que apressou a ação de sexta-feira, que culminou com a prisão de 25 pessoas.

Os grampos feitos contra policiais, advogados e juízes captaram outros esquemas de corrupção, inclusive envolvendo outros membros do Judiciário. Novas investigações devem ser iniciadas para comprovar as suspeitas, desta vez sem necessidade de autorização do STJ, uma vez que os envolvidos não estariam sujeitos a foro especial.

Inquérito 2.424/06

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2007, 18h39

Comentários de leitores

6 comentários

14/04/2007 11:05h FICA, DR. PAULO, FICA! ...

Armando do Prado (Professor)

14/04/2007 11:05h FICA, DR. PAULO, FICA! Paulo Henrique Amorim Máximas e Mínimas 304 . A fantástica “Operação Hurricane” da Polícia Federal, que prendeu dois desembargadores do Tribunal Regional Federal, um juiz do Trabalho, um procurador da República, além de três delegados da PF, empresários, advogados (um deles vendia decisões do Superior Tribunal de Justiça), e notórios bicheiros do Rio essa é a primeira grande operação da PF contra o Judiciário – contra a “caixa preta” escondida na Justiça brasileira. . A corrupção no Executivo e no Legislativo está na cara de todo mundo. Faltava a PF começar a abrir a porta do Judiciário com a competência com que desfechou a “Hurricane”. . Agora, espera-se que a própria Justiça não passe a mão na cabeça dos presos, mande de volta pra casa, e todos façam como o desembargador Carreira Alvim, que já esteve afastado e voltou a exercer plenamente suas “funções” de magistrado. . É muito salutar que a PF tenha entrado na ante-sala de um tribunal superior, como STJ. Quantas decisões do STJ deixaram a sociedade perplexa, à busca de explicações? . A PF pode dar algumas dessas explicações... . Tomara que a “Hurricane” seja o argumento decisivo para manter o Dr. Paulo Lacerda no comando da PF. . Nunca a PF foi tão republicana e profissional. . Bem que o Ministro Tarso Genro poderia conseguir da “área econômica” os recursos que o Dr. Paulo pede para continuar a modernização da PF e a atualização dos salários de seus profissionais. . Fica, Dr. Paulo, fica! . O Farol de Alexandria, aquele que lançava luzes sobre a Antiguidade, foi à Associação Comercial (sua base política) do Rio e disse que não vê novidade nenhuma no Governo Lula. . Tem pelo menos uma, Presidente Fernando Henrique: no Governo Lula a Polícia Federal passou a prender rico e poderoso. . No Governo do Farol de Alexandria, a PF se notabilizou por uma operação, a Lunus, para beneficiar a campanha presidencial de José Serra, contra Roseana Sarney. . Foi uma operação tão “bem feita”, que se chegou a mandar um fax para o Palácio do Alvorada com o texto “missão cumprida”... . A Polícia Federal mudou. Mudou com Paulo Lacerda, no Governo Lula, e o Dr. Paulo deveria ficar no cargo.

- CUIDADO COM AS BALAS PERDIDAS DA CORRUPÇÃO, Q...

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) (Comerciante)

- CUIDADO COM AS BALAS PERDIDAS DA CORRUPÇÃO, QUANDO ACERTAM CONTAMINAM O ALVEJADO DE MANEIRA IRREVERSIVEL ! Frase com todos os direitos reservados. Luiz pereira Carlos.

Não faça de sua caneta um pé-de-cabra.

Luismar (Bacharel)

Não faça de sua caneta um pé-de-cabra.

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